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Haddad diz que governo estuda plano de contingência contra tarifaço de Trump

Ministro da Fazenda afirma que o 'Brasil jamais saiu e jamais sairá da mesa de negociação' e explica que diplomacia brasileira está em diálogo com setores produtivos

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Fernando Haddad
BRASILIA, CERIMONIA DE LANCAMENTO DO PLANO SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIAR 2025/2026 MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil não se retirará da mesa de negociação com os Estados Unidos em resposta à ameaça de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Em entrevista à Rádio CBN, Haddad confirmou que o governo já estuda um plano de contingência para todos os cenários possíveis, mas reforçou que a via diplomática continua sendo a prioridade. “O Brasil jamais saiu e jamais sairá da mesa de negociação”, declarou o ministro. Além disso, enfatizou que a diplomacia brasileira, liderada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, está em diálogo ativo com os setores produtivos que seriam mais afetados pela medida para buscar soluções.

Haddad explicou que, embora o governo se prepare para qualquer decisão que venha a ser tomada pelos EUA, a resposta brasileira será pautada pela “proporcionalidade e moderação”. Ele descartou uma retaliação direta e imediata contra empresas americanas e esclareceu que a Lei da Reciprocidade, embora seja um instrumento disponível, seria usada como último recurso para “chamar a atenção sobre a irracionalidade das tarifas”, e não como uma medida de confronto inicial.

Contexto político e medidas internas

O ministro contextualizou a ameaça de tarifas dentro de um cenário global de dificuldades, influenciado por “movimentos políticos da extrema direita”. Ele criticou a família Bolsonaro, afirmando que ela estaria “concorrendo contra os interesses nacionais”.

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Além disso, Haddad abordou outras questões econômicas, assegurando que uma eventual taxação sobre o PIX “está fora de questão”. Ele também garantiu que não haverá revisão da meta fiscal para 2026 e que o governo buscará entregar “o melhor resultado fiscal dos últimos 12 anos”. Sobre a diversificação de mercados, o ministro explicou que parte das exportações destinadas aos EUA poderá ser redirecionada, mas admitiu que o processo levará tempo e está sendo tratado a nível de empresas, não de setores inteiros.

Com informações de Aline Becketty

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*Reportagem produzida com auxílio de IA