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Trump diz que não pretende falar com Lula agora e volta a defender Bolsonaro: ‘Homem muito honesto’

Republicano disse que 'talvez' converse com o presidente brasileiro em 'algum momento, mas não neste'; americano chamou de 'vergonha' o julgamento enfrentado por seu aliado no Brasil

Redação

O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas de jornalistas ao sair do Pórtico Sul da Casa Branca para embarcar no helicóptero Marine One, no gramado sul, em Washington, DC
US President and First Lady depart the White House for Kerrville, Texas Samuel Corum/Pool/EFE/EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que não pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste momento sobre a tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros. A medida, anunciada na última quarta-feira (9), é a mais alta entre as 22 novas tarifas divulgadas pelo governo americano nesta semana e está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. “Talvez em algum momento eu converse, mas neste momento, não”, disse Trump, ao ser questionado por jornalistas em frente à Casa Branca.

O republicano também voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “negociador duro” e “homem muito honesto”. Segundo ele, a forma como o Brasil tem tratado Bolsonaro é “uma vergonha” e o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe é uma “caça às bruxas que precisa acabar”.

A defesa a Bolsonaro também aparece na carta enviada por Trump a Lula, na qual o americano afirma que a sobretaxa se deve, em parte, aos “ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e à liberdade de expressão dos americanos”. No texto, o mandatário dos Estados Unidos diz que a condenação de Bolsonaro representa uma “vergonha internacional” e que o ex-presidente deveria ser “deixado em paz”. Apesar de Trump alegar que os EUA sofrem com barreiras comerciais brasileiras, dados oficiais indicam que o país mantém superávit na balança comercial com o Brasil.

Em resposta, Lula afirmou que o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, e que não aceitará qualquer tipo de tutela externa. “O processo judicial contra os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro é competência exclusiva da Justiça brasileira e não está sujeito a ingerência ou ameaça”, declarou o presidente em nota oficial. Ele também classificou a carta enviada por Trump como “absurda”.

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Na quinta-feira (10), Lula afirmou que poderá retaliar, impondo também uma tarifa de 50% sobre produtos americanos, e avalia recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). As declarações de Trump e a carta enviada ao Brasil se diferenciam do tom adotado nas comunicações com outros parceiros comerciais, em que o foco principal foram as questões econômicas. No caso brasileiro, o centro da argumentação foi político, com foco na defesa de Bolsonaro.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA