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Tarcísio reage a ataques a ônibus em São Paulo: ‘População não precisa ter medo’

Dados da Artesp e da SPTrans indicam que 30% das depredações se concentram em apenas quatro empresas do transporte público; na capital, a zona sul é a região mais afetada

Luisa Cardoso

O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da formatura de 305 novos delegados da Polícia Civil, no Palácio dos Bandeirantes
Tarcísio de Freitas participou da formatura de novos delegados da Polícia Civil NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Nesta quarta-feira (9), um homem foi mobilizado por populares após apedrejar um ônibus em Guaianases, na zona leste de São Paulo. O acontecimento soma a uma série de ataques a coletivos que vêm ocorrendo em todo o estado. Segundo a reportagem, ninguém ficou ferido na ação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (10) que uma “megaoperação” está em andamento para coibir os crimes e que a população não precisa ter medo. “Nós já prendemos três criminosos. A gente está agora em cima desses criminosos, conduzindo a investigação para ver se a gente acha o fio condutor disso”, declarou o governador. A polícia investiga múltiplas linhas de motivação para os ataques, que já somam quase 600 ônibus vandalizados desde junho até agora em todo o estado, e também aponta que as ações podem estar sendo organizadas pela internet.

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Entre as hipóteses estão disputas sindicais, sabotagem por parte de empresas que perderam contratos com a prefeitura e a atuação de facções criminosas. Investigações anteriores já afastaram as empresas Transwolff e Upbus por suposto envolvimento com o PCC. No entanto, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou não acreditar em retaliação. Dados da ARTESP e da SPTrans indicam que 30% das depredações se concentram em apenas quatro empresas de ônibus. Na capital, a zona sul é a região mais afetada, com 44,5% dos casos e a zona oeste 34%. Até o momento, três homens foram presos e um adolescente apreendido por envolvimento nos ataques. 

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