A seleção que conquistou o penta, em 2002, teve treze jogadores que atuavam no Brasil
Em 6 de maio de 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari convocou a seleção que iria em busca do penta. O treinador anunciou os vinte e três nomes, sendo doze que atuavam no Brasil:
Goleiros: Marcos (Palmeiras), Dida (Corinthians) e Rogério Ceni (São Paulo)
Zagueiros: Anderson Polga (Grêmio), Roque Júnior (Milan), Lúcio (Bayer Leverkusen) e Edmílson (Lyon)
Laterais: Cafu (Roma), Belletti (São Paulo), Roberto Carlos (Real Madrid) e Júnior (Parma)
Volantes: Emerson (Roma), Kléberson (Atlético-PR), Gilberto Silva (Atlético-MG) e Vampeta (Corinthians)
Meias: Rivaldo (Barcelona), Kaká (São Paulo) e Juninho Paulista (Flamengo)
Atacantes: Ronaldo (Internazionale), Ronaldinho Gaúcho (PSG), Edílson (Cruzeiro), Luizão (Grêmio) e Denílson (Bétis)
O número de “nacionais” aumentou para treze com a convocação de Ricardinho, do Corinthians, no lugar de Emerson, que sofreu uma contusão na véspera da estreia contra a Turquia. Desde 2002, a seleção não contava com tantos nomes com atuação dentro do país. São eles: Alex Sandro, Danilo, Leo Pereira e Lucas Paquetá, do Flamengo; Danilo, do Botafogo; Neymar, do Santos e Weverton, do Grêmio.
Não é de hoje que a prevalência de “estrangeiros” é comum na seleção. Em 1990, na Itália, pela primeira vez a balança foi desequilibrada pelo técnico Sebastião Lazaroni com doze dois vinte e dois convocados. Para 2026, é importante que a equipe tenha atletas que atuem em times do país para melhorar a identificação dos torcedores com a camisa amarela. A paixão “clubística” é fundamental.
O curioso é que nos anos cinquenta, por exemplo, o jogador que fosse para um clube estrangeiro era considerado um mercenário. Em 1958, na primeira Copa conquistada pelo Brasil, Mazzola, apelido dado a João Altafini, em homenagem a Valentino Mazzola, um dos grandes nomes da história do futebol italiano (morto no acidente aéreo que vitimou o time do Torino em maio de 1949), passou toda a fase de preparação envolvido em polêmica. O jogador do Palmeiras estava sendo negociado com o Milan e a imprensa questionava se ele iria dar o seu melhor dentro de campo ou evitaria as divididas, pensando só no contrato milionário. A negociação, de acordo com os jornais da época, foi concretizada durante a Copa.
Eram outros tempos!
continue lendo
Thiago Uberreich
Em 1980, Baltazar e Idário relembraram histórias do Pacaembu, que completava 40 anos
Em entrevista a Wanderley Nogueira, os jogadores, que marcaram época no Corinthians, exaltaram o estádio Paulista
- Jovem Pan resgata entrevista com o goleiro da lendária seleção da Hungria da Copa de 1954 Thiago Uberreich · há 2 dias
- Seleção faz primeiro tempo pífio, mas tem lampejo de bom futebol na segunda etapa e vence a Austrália por 4 a 2 Thiago Uberreich · há 3 dias
- Em 1992, Flávio Prado entrevistou o uruguaio Alcides Ghiggia, carrasco da seleção brasileira na Copa de 1950 Thiago Uberreich · há 4 dias
- Até quando vai o “mau futebol crônico” da seleção brasileira que apenas empata com a Austrália? Thiago Uberreich · há 7 dias