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Trump negocia acordo para manter militares americanos na Venezuela, diz jornal

Washington discute regras para presença militar no país, segundo o New York Times

Eliseu Caetano

Donald trump
A negociação, porém, não define automaticamente quantos soldados permaneceriam na Venezuela nem onde ficariam. Esses pontos dependeriam de entendimentos posteriores. EFE/EPA/Seth Wenig / POOL

O governo de Donald Trump negocia com a Venezuela um acordo que pode abrir caminho para uma presença militar americana de longo prazo no país. A informação foi publicada pelo The New York Times, com base em relatos de autoridades dos Estados Unidos.

As conversas são conduzidas pelo Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio. O objetivo é estabelecer regras jurídicas para a atuação de militares americanos em território venezuelano.

O instrumento em discussão é conhecido pela sigla SOFA, utilizada para acordos sobre o status de forças militares em outro país. A negociação, porém, não define automaticamente quantos soldados permaneceriam na Venezuela nem onde ficariam. Esses pontos dependeriam de entendimentos posteriores.

Em resposta à reportagem, o Departamento de Estado informou que Washington mantém acordos desse tipo com mais de cem países. Esses instrumentos dão respaldo a atividades combinadas entre governos, como exercícios militares, treinamento e assistência humanitária. A embaixada venezuelana em Washington não respondeu ao pedido de comentário.

A iniciativa ocorre após uma mudança profunda na relação entre os dois países. Em janeiro, uma operação militar americana capturou Nicolás Maduro e o levou aos Estados Unidos. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina e passou a manter interlocução com o governo Trump.

A aproximação avançou ao longo do ano. Washington e Caracas restabeleceram relações diplomáticas em março, e os americanos retiraram sanções contra Rodríguez e o Banco Central venezuelano. Também foram firmados entendimentos envolvendo o setor de petróleo.

Nesse cenário, a discussão de um pacto militar acrescenta uma nova frente à relação bilateral. Por enquanto, trata-se de uma negociação para estabelecer uma estrutura jurídica: as informações disponíveis não permitem afirmar que já exista um acordo concluído para instalar bases ou manter um contingente permanente.

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