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Tragédias se repetem no Monte Rinjani: relembre acidentes antes da morte de Juliana Marins

Entre 2020 e 2025, cinco pessoas já haviam perdido a vida no vulcão indonésio; terreno íngreme e trilhas desafiadoras elevam o risco de quedas

Felipe Cerqueira

Equipes de resgate preparando um drone para ser utilizado na operação de resgate da turista brasileira que caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok
Rescue operation for a Brazilian tourist who fell while hiking BASARNAS/EFE/EPA

A morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, reacende o alerta sobre o risco presente nesse destino de aventura. Juliana estava desaparecida desde a madrugada de sábado (21) e teve o corpo encontrado nesta terça-feira (24), após quatro dias de buscas intensas. O terreno íngreme e as condições meteorológicas adversas teriam dificultado o resgate, segundo informações oficiais.

Embora o caso de Juliana tenha ganhado destaque, ela não é a única vítima recente. Dados de resgates e notícias locais apontam que, nos últimos cinco anos, pelo menos cinco pessoas morreram no vulcão:

Acidentes registrados no Monte Rinjani

  • Dezembro de 2021 – Um jovem indonésio de 26 anos caiu de um desfiladeiro com cerca de 100 metros de profundidade.
  • Agosto de 2022 – Um montanhista português, de 37 anos, despencou ao tentar tirar selfie na beira de um penhasco próximo ao cume.
  • Junho de 2024 – Uma turista suíça morreu depois de aventurar-se por rota não autorizada na região de Sembalun, em East Lombok.
  • Setembro de 2024 – Um homem natural de Jacarta desapareceu após queda em desfiladeiro; o corpo foi encontrado dias depois com o auxílio de drones térmicos.
  • Outubro de 2024 – Um alpinista irlandês caiu de um precipício de cerca de 200 metros, mas foi resgatado com ferimentos leves.
  • Maio de 2025 – Um montanhista malaio, de 57 anos, morreu após despencar em desfiladeiro de 80 a 100 metros.

Por que o Rinjani atrai aventureiros (e perigos)

O Mon­te Rinjani, com seus 3.726 metros de altitude, é o segundo vulcão mais alto da Indonésia. Conhecido por trilhas desafiadoras, o local combina solo arenoso, penhascos expostos e quedas íngremes — elementos que facilitam acidentes, especialmente em rotas não autorizadas ou sem preparo adequado.

O caso de Juliana Marins

A jovem publicitária natural de Niterói (RJ) fazia uma trilha organizada por agência local. Durante a madrugada do sábado (21), ela caiu de aproximadamente 300 metros em declive. Apesar do uso de drones por outros turistas que a localizaram no terreno, as equipes de resgate não conseguiram alcançá-la até serem acionadas pelo Itamaraty, que coordenou apoio diplomático e consular na Indonésia.

Riscos de locações de aventura

Especialistas reforçam que, mesmo acompanhadas por guias, trilhas em áreas de alta montanha exigem:

  • Equipamentos adequados
  • Orientação especializada
  • Atenção às condições climáticas e limites da trilha

Reflexão e legado

A morte de Juliana Marins tornou-se mais que uma tragédia pessoal: é um alerta global. Ela se soma a um histórico recente de acidentes no Monte Rinjani, reforçando o desafio que destinos de turismo de aventura colocam aos viajantes. Mais do que lamentar, autoridades e especialistas apontam a necessidade de maior segurança, capacitação de guias e regulamentação rigorosa nas trilhas.

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