Lula e Tarcísio cumprem agendas habitacionais no mesmo dia em São Paulo, mas não se encontram
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, têm um desencontro de agendas em vista na próxima quinta-feira (26). Lula estará em São Paulo em uma visita à Favela do Moinho, para anunciar a publicação de uma portaria regulamentando a retirada de pessoas da comunidade — a última do centro da capital paulista —, enquanto Tarcísio vai entregar residências em São Bernardo do Campo, no ABC, reduto do presidente.
Apesar das tentativas, não houve conciliação de agendas. Fontes ligadas ao Palácio dos Bandeirantes afirmam que a agenda de Tarcísio na região metropolitana da capital já estava marcada há tempos — inclusive, com famílias para receber moradias convidadas — e que o convite da equipe de Lula surgiu na última hora. Há relatos de uma tentativa de levar o presidente da República para São Bernardo, o que acabou não acontecendo também.
Às 10h30 da quinta-feira, portanto, enquanto Lula estará no Armazém do Campo do MST, em Campos Elíseos, em evento nomeado como “Cerimônia de Anúncios da Solução Habitacional da Favela do Moinho”, enquanto Tarcísio de Freitas e seu secretário de Habitação, Marcelo Branco, entregarão casas na região metropolitana de São Paulo no mesmo horário.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Favela do Moinho
O evento de Lula na Favela do Moinho poderia contar com a participação de Tarcísio, uma que a revitalização do local é fruto de um acordo entre governo federal e estadual. O terreno, entre duas linhas de trem, pertence à União, mas foi cedido para gestão paulista, que tem planos de transformar a área em um parque, com a justificativa, além da revitalização, de que a comunidade alimentava o tráfico de drogas na Cracolândia, há poucos quilômetros dali.
Para isso, no entanto, o governo de São Paulo começou a fazer a desapropriação da área. No total, são 855 famílias na região. Algumas denunciaram abusos de força policial durante o processo, o que fez com que o governo federal enviasse ministros para intermediar o problema. Na data, um acordo foi fechado entre as partes e o presidente Lula deve anunciar, no evento, os detalhes da portaria que regulamenta esse acordo de retirada. Segundo s Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, cerca de 43% das famílias — 372 no total — já deixaram o local.
[jp-related-posts ids=”1985205″]