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Macroeconomia

Simone Tebet diz que, se precisar, a União irá completar recursos para ressarcimento de fraude no INSS

Segundo ela, os ministérios que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO) irão cumprir a determinação do presidente Lula para que nenhum aposentado ou pensionista seja prejudicado

Felipe Cerqueira

Leilão de concessão da "Rota da Celulose na B3 em São Paulo
Leilão de concessão da "Rota da Celulose na B3 em São Paulo RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que, se precisar, a União irá completar com dinheiro público os recursos para que aconteça o ressarcimento integral a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingidos pelo esquema fraudulento de deduções indevidas. De acordo com ela, os ministérios que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO) irão cumprir a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que nenhum aposentado ou pensionista seja prejudicado.

“Ninguém vai ficar prejudicado nessa conta, todos serão ressarcidos, a única coisa que nós temos que ponderar: o dinheiro que irá ressarcir não é só fruto da apreensão de bens, porque pode ser insuficiente”, disse a ministra, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8), em São Paulo.

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“Se precisar a União complementar, nós iremos complementar, mas vamos complementar com dinheiro público”, acrescentou. De acordo com ela, como pode ser utilizado o dinheiro público, é preciso ter “responsabilidade” de restituir apenas aqueles descontados de forma indevida. Diante disso, Tebet disse que, já na semana que vem, equipes que compõem a JEO irão “sentar e cumprir” a determinação do chefe do Executivo de não haver beneficiários prejudicados por conta da fraude.

Nesta manhã, em coletiva, o governo federal detalhou as medidas que estão sendo tomadas contra o esquema fraudulento do INSS e as formas para os beneficiários conseguirem reaver os recursos descontados indevidamente. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, explicou que a fonte primária para o ressarcimento dos aposentados e pensionistas são valores que precisarão ser devolvidos pelas entidades que cometeram os descontos indevidos. O uso de recursos do orçamento federal, segundo ele, será a alternativa secundária.

Messias explicou ainda que as entidades que não responderem ou apresentarem respostas insuficientes às contestações dos beneficiários sobre os descontos realizados serão obrigadas a ressarcir os valores. Caso não cumpram essa obrigação, o ressarcimento será assumido pelo Tesouro Nacional.

O valor a ser ressarcido ainda será calculado e, uma vez definido, passará por análise da JEO, que avaliará como acomodá-lo dentro do orçamento federal. Messias disse que o governo ainda vai decidir se o pagamento será feito por meio de remanejamento de despesas já previstas ou crédito extraordinário

No caso de edição de um crédito extraordinário para a liberação dos recursos para o ressarcimento dos aposentados, esse dinheiro ficaria fora do limite do teto de gastos, mas ainda seria contabilizado nos cálculos de resultado primário.

O ministro da AGU disse ainda ser “prematuro” o debate sobre a base legal para a edição de um crédito extraordinário para realizar o ressarcimento. “Neste momento, estamos trabalhando para consolidar o valor e, a partir do valor consolidado, vamos encontrar a equação fiscal dentro do que temos de base legal existente”, declarou.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

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