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Macroeconomia

Governo encara desafio de ressarcir aposentados prejudicados por fraude do INSS sem comprometer o Orçamento

Instituto estima que cerca de R$ 6 milhões foram desviados de aproximadamente 4 milhões de pessoas, mas suspeita-se que valor seja maior; devolução do dinheiro precisa passar pelo Congresso

Felipe Cerqueira

Vista da fachada do posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na região central da cidade de São Paulo
Vamos virar a página e INSS vai ser mais forte a partir disso, diz Luiz Marinho BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O novo presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Júnior, reuniu-se com o advogado-geral da União, Jorge Messias, para falar das fraudes bilionárias que atingiram aposentados e pensionistas. A reunião, que também contou com a presença do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, e oito advogados do governo, teve como principal objetivo traçar estratégias para devolver o dinheiro que foi descontado indevidamente das aposentadorias e pensões.

Além disso, o encontro visou encontrar maneiras de responsabilizar associações e sindicatos que cadastraram pessoas de forma indevida. Este foi apenas o primeiro de uma série de encontros que ocorrerão em Brasília, com o intuito de definir um plano de ação eficaz para resolver essa questão. O INSS estima que cerca de R$ 6 milhões foram desviados de aproximadamente 4 milhões de pessoas, embora haja suspeitas de que o valor real possa ser ainda maior.

Para enfrentar esse desafio, será necessário realizar um pente-fino em todos os benefícios, a fim de fechar a contabilidade e identificar os responsáveis. A prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é clara: devolver o valor aos aposentados e pensionistas o mais rápido possível e, em seguida, cobrar as entidades e sindicatos envolvidos. No entanto, para que isso aconteça, será necessário obter autorização do Congresso.

Os descontos serão analisados minuciosamente, considerando o tempo de duração e a existência de autorização prévia. Apesar das regras claras que protegem os beneficiários, elas foram desrespeitadas, e agora há uma urgência em responder à sociedade, como enfatizou Messias. No Ministério da Fazenda, que terá de dar o sinal verde para o plano de pagamento, há quem defenda que o valor saia do orçamento do Ministério da Previdência.

O advogado Washington Barbosa, especialista em direito previdenciário, trouxe à tona uma perspectiva crítica sobre a situação. Ele destacou que, embora fraudes sempre tenham existido, o aumento significativo nos valores e na quantidade de casos é alarmante. Barbosa expressou ceticismo quanto à possibilidade de recuperação total dos valores desviados, especialmente porque muitas das entidades envolvidas são de fachada.

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Ele sugeriu que o governo pode ter que abrir um crédito extraordinário para ressarcir os prejudicados, o que poderia aumentar a dívida pública e ter um impacto negativo na economia. Além disso, Barbosa alertou para a importância de os beneficiários verificarem seus extratos e buscarem assistência jurídica, se necessário, para garantir que seus direitos sejam preservados.

*Com informações de Luciana Verdolin

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*Reportagem produzida com auxílio de IA