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Política

PT admite baque, mas vai seguir usando Caso Master contra Flávio

Aliados petistas reconhecem que ação da PF contra líder do governo no Senado virou munição para bolsonaristas, mas avaliam que associação ao Planalto não deve funcionar

João Vitor Revedilho

Presidente Lula (PT) chegando no G7, nesta quarta-feira (17)
Presidente Lula (PT) vai concorrer à reeleição LUDOVIC MARIN / AFP

Membros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem intensificar a estratégia de associar a imagem do Caso Banco Master ao senador Flávio Bolsonaro, mesmo após a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A avaliação, segundo aliados ouvidos pela Jovem Pan, é de que o senador disputa a Presidência com Lula — e não com Wagner — e que o pré-candidato do PL nada teria a falar do presidente da República.

A campanha de Flávio havia interpretado a operação contra Wagner como um empate no jogo de desgastes em torno do Caso Master. Um aliado do alto escalão petista reconheceu, no entanto, que é inegável que a ação da PF virou munição para os bolsonaristas e que a operação contaminou o debate público. Para a cúpula do PT, porém, a tentativa de associar a conduta de Wagner ao governo Lula não deve funcionar.

Wagner foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (19) por suposto elo com Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo a PF, o senador teria recebido R$ 8 milhões de Lima para defender pautas que beneficiavam a instituição financeira. Wagner nega as acusações.

O PT já vinha explorando o desgaste de Flávio em torno do Caso Master desde a divulgação do áudio em que o senador pede R$ 134 milhões a Vorcaro e da fala considerada um “desastre” pelo entorno do pré-candidato — quando Valdemar Costa Neto contradisse a versão de Flávio sobre o encontro com o banqueiro.