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Milei oficializa novo chefe de Gabinete após renúncia de antecessor

Diogo Santili já havia sido anunciado e será o quarto chefe de Gabinete desde que Milei chegou ao poder, em dezembro de 2023

AFP

javier milei
javier milei EFE/EPA/OLGA FEDOROVA

O presidente argentino, Javier Milei, nomeou neste domingo (28) Diego Santilli, até então ministro do Interior, como novo chefe de Gabinete, em substituição a Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.

“Aqui, ao lado do novo chefe de Gabinete de Ministros, Diego Santilli, e da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, definindo os fundamentos para uma transição organizada do cargo. A cerimônia de posse será na terça-feira, às 16h”, anunciou Milei em sua conta no X, junto com uma foto ao lado de Santilli e de sua irmã, Karina.

Santilli, de 59 anos e com uma longa trajetória política, iniciou sua carreira no peronismo antes de se filiar ao partido de direita PRO, pelo qual ocupou cargos como vice-chefe de Governo (2015–2021) e ministro da Segurança da Cidade de Buenos Aires (2018–2021). Também foi senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado.

Desde novembro de 2025, estava à frente do Ministério do Interior, onde liderou as negociações com governadores e bancadas legislativas aliadas.

Ele é o quarto chefe de Gabinete de Milei desde que o presidente chegou ao poder, em dezembro de 2023.

“Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo siga fazendo história. Acredito em projetos coletivos, não em projetos individuais”, escreveu Santilli no X após o anúncio.

“Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas”, acrescentou.

Ao contrário de Adorni, de estilo confrontador, pouco negociador e com pouca experiência política, Santilli pode trazer um perfil mais voltado ao consenso dentro do governo.

Adorni, de 46 anos, renunciou no sábado após admitir, há duas semanas, que omitiu 500 mil dólares em suas declarações de bens.

O ex-funcionário, alvo de pressões políticas e de investigações judiciais por suposto enriquecimento ilícito, está envolvido há mais de três meses em um escândalo relacionado à compra de imóveis e a viagens de alto custo.