‘Vão ser severamente punidos’, diz conselheiro do Líder Supremo do Irã após ataque dos EUA
Mohsen Rezaei, oficial militar do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica e conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, disse nesta quarta-feira (8) que o Irã responderia “com firmeza” ao que chamou de “inimigo agressor” e seus aliados.
A informação foi dada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em seu canal no Telegram, que acrescentou ainda que os responsáveis pelo ataque enfrentariam uma punição severa. “O inimigo agressor e seus cúmplices serão severamente punidos”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, porém, disse rejeitar os ataques lançados pelo presidente dos Estados Unidos insistindo que não responderá a essas grosserias e ressaltando que a “linguagem depreciativa” não diminui a “grandeza” do Irã.
“Dirigir-se à nação iraniana, civilizada e corajosa, com uma linguagem depreciativa não diminui sua grandeza”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano em uma mensagem nas redes sociais, depois que Trump atacou os líderes iranianos, aos quais descreveu como “escória” e “pessoas doentes” em declarações feitas durante a cúpula da OTAN em Ancara.
Ataques dos EUA
Mais cedo, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que ataques contra o Irã foram retomados. Segundo informou a agência de notícias iraniana Mers, foram ouvidas explosões em cidades localizadas no sul, sudeste e sudoeste do país persa próximas à Costa do Golfo Pérsico.
Em publicação no X (ex-Twitter), o Centcom comunicou que a finalidade dos ataques é “responsabilizar o Irã por sua recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis” durante passagem pelo Estreito de Ormuz.
“As forças do Comando Central dos Estados Unidos conduzem ataques adicionais contra o Irã para degradar sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação”, disse o órgão norte-americano.