Irã rejeita controle dos EUA sobre Ormuz e ameaça retaliação militar
O Irã reagiu nesta segunda-feira (13) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre assumir o controle do Estreito de Ormuz e afirmou que não permitirá qualquer interferência americana na administração da hidrovia, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
Em pronunciamento, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, comando operacional conjunto que coordena a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e as Forças Armadas iranianas, acusou Washington de colocar em risco a segurança regional e o comércio internacional. Segundo ele, as “repetidas aventuras e ações provocativas” dos EUA elevaram o risco de expansão da guerra no Oriente Médio.
O porta-voz afirmou que Teerã “não permitirá, em hipótese alguma”, que os EUA interfiram na administração do Estreito de Ormuz e advertiu que as Forças Armadas iranianas responderão “com firmeza” a qualquer tentativa do Exército americano de interromper ou ameaçar a navegação de navios comerciais e petroleiros fora das rotas estabelecidas pelo Irã e sem autorização das autoridades militares do país.
A autoridade acrescentou que as recentes ações da IRGC e do Exército iraniano demonstram essa determinação e alertou que qualquer cooperação ou apoio logístico de países da região às forças americanas será considerado “um ato de guerra contra a soberania e a segurança nacional do Irã”.
O comando iraniano também advertiu que, caso o conflito se amplie, “as chamas da guerra alcançarão todos os países da região” e responsabilizou os EUA e seus aliados por qualquer deterioração da segurança regional.
Também nesta segunda-feira, o assessor do líder supremo do Irã, Mohammad Mokhber, afirmou que Ormuz possui valor estratégico “insubstituível” para a segurança e os interesses econômicos do país. Segundo ele, Teerã defenderá a hidrovia para evitar que embarcações iranianas sejam obrigadas, no futuro, a “pagar tributo ao inimigo” para atravessá-la, acrescentando que “recuar nessa questão não tem lugar na mente de nenhum patriota iraniano”.