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Luiz Fux aprova acordo entre PGR e André Janones em caso de ‘rachadinha’

Homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), termo responsabiliza o deputado federal a pagar R$ 131 mil de indenização à Câmara dos Deputados, além de uma multa de R$ 26 mil 

Victor Trovão

Ministro Luiz Fux preside sessão plenária do STF
Luiz Fux Nelson Jr./SCO/STF

O Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, homologou na última quarta-feira (19) um acordo significativo entre a Procuradoria Geral da República e o deputado André Janones. Este acordo surge no contexto de uma investigação sobre um esquema de “rachadinha”, no qual Janones estava envolvido. A homologação do acordo representa um marco importante, pois permite que o parlamentar evite enfrentar um processo criminal na Justiça Federal, desde que cumpra rigorosamente as condições estabelecidas.

O deputado André Janones estava sob investigação por peculato, acusado de desviar recursos públicos e de utilizar o cartão de crédito de um assessor para compras pessoais entre os anos de 2010 e 2020, sem restituir o valor gasto. No acordo de não persecução penal, Janones admitiu formalmente o crime e comprometeu-se a pagar R$ 131 mil à Câmara dos Deputados como forma de reparação de danos. Além disso, ele concordou em pagar uma multa adicional de R$ 26 mil a uma entidade de interesse social. O pagamento de R$ 131 mil será realizado com uma entrada de R$ 80 mil à vista, e o restante será parcelado em 12 vezes.

Durante o período de cumprimento do acordo, Janones está proibido de cometer novos crimes, sob pena de quebra do acordo com o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República. Este acordo não apenas evita que Janones enfrente um processo criminal, mas também estabelece um precedente sobre como casos semelhantes podem ser tratados no futuro. A aceitação do acordo pelo Ministro Luiz Fux significa que Janones deixa de ser investigado, desde que cumpra as determinações firmadas.

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Enquanto Janones conseguiu evitar um processo criminal, a situação é diferente para dois de seus assessores, que também estavam sob investigação no caso das “rachadinhas”. Eles não aceitaram o acordo de não persecução penal e, como resultado, a investigação contra eles seguirá para a Justiça Federal. Isso significa que eles poderão enfrentar processos criminais, destacando a complexidade e as diferentes ramificações legais que podem surgir em casos de corrupção e desvio de recursos públicos.

*Com informações de Aline Beckety

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*Reportagem produzida com auxílio de IA