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Lula elogia economia, exalta Haddad e chama Trump de ‘amigo’ em evento

Presidente atribuiu ao ex-ministro da Fazenda o 'êxito da reforma tributária' e parabenizou a aprovação

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Lula elogia economia, exalta Haddad e chama Trump de 'amigo' em evento
Presidente atribuiu ao ex-ministro da Fazenda o 'êxito da reforma tributária' e parabenizou a aprovação Reprodução / Youtube / Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (8) que pretende enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dados sobre o menor nível de desmatamento da década registrado na Amazônia. A declaração ocorreu durante discurso para apoiadores e integrantes de movimentos sociais, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

No mês passado, os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando, entre outros motivos, a atuação do país no combate ao desmatamento. “Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade”, disse Lula.

Segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na última sexta-feira (7), o Brasil registrou entre agosto de 2025 e julho de 2026 a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos, desde que foi iniciada a série histórica, em 2016.

Lula ainda elogiou o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pela aprovação da reforma tributária. Na avaliação do presidente, a reforma, que entra em vigor em 2027, “certamente vai beneficiar muito o Brasil, o povo brasileiro, as empresas e o comércio, porque é uma reforma tributária justa”.

O presidente também atribuiu a Haddad o projeto que isentou pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês do imposto de renda. “É um acerto da nossa política econômica”, afirmou.

Lula destacou que a “economia está dando certo” e citou indicadores que, segundo ele, confirmam a melhora do cenário econômico. “Temos a menor inflação acumulada em quatro anos, o menor desemprego da história, o maior crescimento da massa salarial da história”, afirmou.

O Brasil não crescia acima de 3% desde que eu deixei a presidência da República em 2010“, ressaltou. O presidente também afirmou que “não é possível um país dar certo” se o dinheiro não estiver circulando entre a população e concentrado nas mãos de poucas pessoas.

Reforma Casa Brasil

O presidente também disse na mesma ocasião que se reuniu com os presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para entender por que o programa Reforma Casa Brasil, que oferece linhas de crédito para financiar melhorias habitacionais, “não anda”. “Eu quero entender por que a gente faz o programa e esse programa não anda”, afirmou.

O programa Reforma Casa Brasil é gerido pela Caixa e disponibilizou R$ 40 bilhões para crédito, dos quais R$ 30 bilhões são oriundos do Fundo Social no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo o presidente, o programa está com “dificuldade de rodar” porque há “muitas exigências”.

“Às vezes o cara tem terreno que não está legalizado, a prefeitura não fez a documentação e o coitado quer fazer a casa, ele precisa fazer a reforma, ele tem como pagar, mas não consegue, porque tem uma burocracia que não deixa, não tem noção“, ressaltou Lula. Para o presidente, a “lerdeza da máquina burocrática não é o tempo de quem precisa das coisas”.

Lula ainda reiterou a previsão de contratar 3 milhões de casas pelo MCMV até dezembro. “E vamos precisar fazer mais.E vamos continuar entregando a chave da casa para as mulheres. E vamos continuar ajudando as pessoas que ganham menos. Porque casa é um direito constitucional”, acrescentou.

O evento marcou os 30 anos do movimento social e ocorreu na Arena Multiúso de Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. Nos arredores, moradores curiosos se debruçavam nas janelas e lajes das casinhas de tijolo aparente. Antes dos discursos, as caixas de som tocavam uma playlist festiva com samba, pagode e MPB. A abertura foi com o clássico “Vermelho”, do compositor Chico da Silva, na voz Fafá de Belém (“meu coração é vermelho”).

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