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O que é a Doutrina Monroe, citada pelos EUA em vídeo sobre domínio das Américas

O princípio da ideia se baseava na oposição a novas tentativas de colonização ou intervenção europeia no continente americano

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Quinto presidente dos EUA, James Monroe
Quinto presidente dos EUA, James Monroe Reprodução/Instagram/@statedept

Um vídeo publicado pelo Departamento de Estado dos EUA nesta terça-feira (11) afirmou que a “dominância” na América Latina “nunca mais será questionada”. A fala retoma o contexto histórico em que os EUA adotaram a Doutrina Monroe, diretriz da política externa do país, criada em 1823 pelo presidente James Monroe.

Depois, a doutrina ficou associada à fórmula “América para os americanos” e tinha como objetivo impedir que as grandes potências europeias voltassem a ser influentes no continente. A doutrina se baseava sobretudo na oposição a novas tentativas de colonização ou intervenção europeia nas Américas.

Criada na época em que alguns países latino-americanos haviam conquistado sua independência recente.

O vídeo é narrado pelo embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera. O chanceler inicia a gravação falando sobre o ano de 1893, quando, segundo ele, “o mapa das Américas estava sendo redesenhado”.

Cabrera afirmou que a medida “preparou terreno para séculos de política externa norte-americana” no continente americano.

No vídeo, o Departamento de Estado citou ainda a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente.

A legenda do vídeo afirma sobre o domínio americano e como ele “não será mais questionado”. “A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. A dominância americana no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada”.