Defesa de Braga Netto solicita extensão do prazo de resposta sobre trama golpista após manifestação de Cid
A defesa de Braga Netto, ex-ministro da Defesa, apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando uma extensão do prazo para responder à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido é que esse novo prazo comece a contar após a manifestação de Mauro Cid, que firmou um acordo de delação premiada. A PGR acusa 34 indivíduos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Braga Netto, de crimes como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Atualmente, Braga Netto se encontra em prisão preventiva e vive uma rotina isolada na Vila Militar, onde seu acesso a dispositivos eletrônicos é severamente limitado.
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“Logo, constata-se que, também ao contrário do que se fez constar na referida decisão agravada e sua complementação, esta Defesa não tem acesso efetivo à integralidade dos elementos da colaboração premiada de Mauro Cid, inviabilizando a análise das provas referidas na denúncia para apresentação da resposta escrita”, argumentam os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua. Se o pedido de prorrogação não for aceito, o prazo para que Braga Netto apresente sua resposta se encerrará nesta sexta-feira (7). Ele é um dos poucos denunciados que se encontram em prisão preventiva e está alojado em uma sala adaptada na Vila Militar, sob forte esquema de segurança.
As visitas a ele são restritas e requerem autorização do ministro Moraes. Além disso, a defesa de outro militar, Mário Fernandes, também fez um pedido para revogar a prisão preventiva, mas essa solicitação foi negada por Moraes. O ministro justificou sua decisão afirmando que a manutenção da prisão é essencial para garantir a ordem pública e o progresso das investigações em curso.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicada por Matheus Oliveira
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