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Tratamento para hepatite reduz mortes por febre amarela

Estudo revelou que a adaptação reduziu as mortes pela doença em até 84%; recomenda-se que pessoas em áreas de risco ou que planejam viajar para locais com casos confirmados busquem a vacinação

Luisa Cardoso

Febre amarela
Vacinação Febre Amarela Valdecir Galor/SMCS

Um estudo inovador realizado por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo trouxe à luz uma descoberta promissora: a adaptação de tratamentos originalmente destinados à hepatite pode reduzir significativamente a mortalidade por febre amarela. Durante o surto de doença entre 2018 e 2019, os pesquisadores analisaram 66 pacientes e descobriram que a taxa de sobrevivência aumentou para 84% com o uso de transfusões de plasma sanguíneo. Este método inovador auxilia o organismo a se fortalecer enquanto o fígado, sobrecarregado pela infecção, se recupera. Inicialmente, a taxa de mortalidade era de 85% com o tratamento padrão, mas caiu para 82% com a introdução da troca de plasma e despencou para 14% com a intensificação do procedimento e suporte transfusional.

Os médicos envolvidos no estudo explicam que o fígado desempenha um papel crucial na filtragem de substâncias tóxicas no sangue. Quando o fígado está comprometido, essas toxinas podem levar o paciente a óbito. O tratamento adaptado ajudou a manter os pacientes vivos até que ocorresse a regeneração hepática, reduzindo a carga viral e evitando a necessidade de transplante de fígado. No entanto, o aumento atual de casos de febre amarela em São Paulo compromete a eficácia do tratamento, pois muitos pacientes não chegam a tempo aos hospitais preparados para esse tipo de atendimento. Além disso, o desconhecimento dos sintomas e a demora no diagnóstico têm sido fatores determinantes para o aumento da taxa de mortalidade.

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A febre amarela é uma doença grave, mas pode ser prevenida por meio da vacinação. Das 12 mortes registradas este ano, 11 foram de pessoas não vacinadas, o que ressalta a importância da imunização. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de vacinação e do monitoramento de macacos mortos, que servem como um alerta precoce para a circulação do vírus. Recomenda-se que pessoas em áreas de risco ou que planejam viajar para locais com casos confirmados busquem a vacinação como a melhor forma de proteção.

Publicado por Luisa Cardoso
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