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Política

‘Medida populista em ano eleitoral’, diz Zema sobre fim da escala 6×1

Candidato à Presidência criticou proposta que avançou na CCJ do Senado e afirmou que trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria carga horária

Nícolas Robert

Candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema (MG)
Candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema (MG) Reprodução / Jovem Pan News

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) classificou o fim da escala 6×1 como “uma medida populista num ano eleitoral” e defendeu a adoção de contratos de trabalho por hora no Brasil. A declaração foi dada nesta quinta-feira (3), durante sabatina da Jovem Pan.

“É uma medida populista num ano eleitoral. Eu sei que o brasileiro trabalha muito, agora o brasileiro quer é ganhar mais. Não é uma canetada lá em Brasília que vai melhorar a vida do brasileiro. se melhorasse Nós estaríamos hoje no primeiro mundo com toda certeza”Romeu Zema

O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal na quarta-feira (2). A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora precisa passar pelo plenário do Senado para avançar.

O ex-governador de Minas Gerais acusou o governo de utilizar a discussão sobre a jornada de trabalho eleitoralmente. “Então é um governo que está aproveitando de um momento eleitoral para enganar o povo”, declarou.

Como alternativa, Zema defendeu maior liberdade para que trabalhadores definam a quantidade de horas trabalhadas e citou modelos adotados em outros países.

“O que eu quero é que cada um faça a sua escala de trabalho, como já acontece em outros países. Contrato de trabalho por hora. Quem quer trabalhar 20 horas, trabalha 10, 50, 60, de acordo com a energia, com a disponibilidade”, disse.

Para o candidato, a adoção desse modelo também poderia contribuir para reduzir a informalidade no mercado de trabalho.

“Agora nós temos um governo aqui que quer decidir lá de Brasília quanto tempo o brasileiro vai trabalhar. Nós temos hoje um mercado informal gigantesco que com o trabalho por hora nós temos condição de estar formalizando”Romeu Zema

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