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Kremlin não descarta retomada das negociações entre Moscou, Kiev e Washington

Porta-voz destacou que "qualquer tentativa (...) representa um passo em direção à paz"

AFP

O presidente russo Vladimir Putin fala com jornalistas após uma reunião ampliada do Conselho Supremo da União Econômica Eurasiática no resort Igora, nos arredores de São Petersburgo
Russian President Putin attends meeting of Supreme Eurasian Economic Council ALEXANDER DEMIANCHUK/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (7) que “não descarta” a retomada das negociações entre Moscou, Kiev e Washington para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, após uma visita dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

“Também não descartamos a retomada do formato tripartite, mas ainda é cedo demais para falar sobre o local e as datas específicas”, declarou aos jornalistas o porta‑voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

O porta-voz destacou que “qualquer tentativa (…) representa um passo em direção à paz” e agradeceu aos negociadores americanos.

Steve Witkoff e Jared Kushner viajaram a Moscou no sábado, onde se reuniram com o presidente Vladimir Putin, e no domingo seguiram pela primeira vez para Kiev, onde conversaram com o mandatário ucraniano, Volodimir Zelensky.

Uma fonte de alto escalão da presidência ucraniana disse à AFP que os enviados de Donald Trump apresentaram novas propostas, “mais eficazes”, para acabar com a guerra.

A fonte, no entanto, não detalhou as propostas.

Os esforços de mediação empreendidos pelos Estados Unidos resultaram em várias rodadas de conversações entre Moscou e Kiev em 2025.

Os contatos, no entanto, não resultaram em algo concreto e o processo estava paralisado desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro.

Durante as negociações anteriores, Moscou e Kiev insistiram, em linhas gerais, em suas respectivas posições. As negociações permaneceram estagnadas, especialmente na questão dos territórios ucranianos cuja anexação é reivindicada pela Rússia.

Zelensky afirmou no domingo temer que a guerra continue no inverno (hemisfério norte, verão no Brasil), um período crítico em que o país enfrenta o risco de enfrentar mais uma vez ataques russos contra o setor de energia.

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