Entorno de Mendonça vê falta de conexão clara em decisão de Dino sobre cemitérios
A decisão de Flávio Dino, que determinou novas apurações sobre operações envolvendo o Banco Master e concessionárias de cemitérios de São Paulo, foi recebida com estranhamento por interlocutores do ministro André Mendonça.
Nos bastidores, a avaliação é que o despacho reúne fatos ocorridos em momentos distintos e sugere uma possível conexão que, na visão desse grupo, ainda não aparece de forma clara nos elementos conhecidos do processo.
Pessoas próximas a Mendonça ressaltam que o voto do ministro no caso dos serviços funerários foi apresentado com base em elementos constantes dos autos, entre eles uma nota técnica produzida no âmbito do próprio Supremo sobre aspectos econômicos da controvérsia. O entendimento também foi acompanhado por outros ministros, entre eles Edson Fachin e Cristiano Zanin.
No entorno de Mendonça, o argumento é que esses elementos precisam ser considerados antes de qualquer associação entre o julgamento e fatos posteriores ligados ao Banco Master. Interlocutores destacam ainda que a decisão de Dino determina aprofundamento das apurações, mas não conclui pela existência de irregularidade na atuação do ministro.
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Bruno Pinheiro
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