Marcos Pontes analisa relação com Bolsonaro após eleição no Senado: ‘Houve desgaste, mas amizade continua’
O senador Marcos Pontes (PL-SP), popularmente conhecido como Astronauta, participou da eleição para a presidência do Senado, onde enfrentou uma derrota que já era esperada. Demonstrando bom humor e serenidade, Pontes comentou sobre o resultado à Jovem Pan News, destacando que os acordos políticos com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) estavam praticamente fechados. Ele afirma que decidiu se candidatar para assegurar a presença de um candidato de direita, acreditando ser essencial para a democracia oferecer mais de uma opção aos eleitores.
Pontes ressaltou que sua candidatura não interferiu nos acordos já estabelecidos e que preferia se decepcionar com os outros do que consigo mesmo. “Eu entrei nessa eleição porque, até o final de outubro, a gente não tinha nenhum candidato de direita. Quando eu falei com o Valdemar, disse: ‘Vou me candidatar, mas vou independente. Não quero atrapalhar nada’. Realmente não atrapalhou nada. Ele falou: “Você vai se decepcionar. Respondi que prefiro me decepcionar com os outros do que comigo mesmo”, disse Pontes.
Durante uma entrevista, Pontes expressou que, se a votação tivesse sido aberta, o desfecho seria diferente. Ele revelou que o senador Magno Malta (PL-ES) foi um dos que votaram nele e manifestou a intenção de descobrir quem mais o apoiou. Pontes sublinhou a importância de manter a coerência entre o que se pensa, fala e faz, um princípio que aprendeu com seu pai. Ele comparou sua determinação à de um piloto de combate, que não pode desistir em meio a uma missão. O senador também mencionou a estratégia de campanha que adotou junto ao senador Eduardo Girão (Novo-CE), buscando votos de forma estratégica, apesar de reconhecer a improbabilidade de um segundo turno.
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Pontes também abordou sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que, apesar de algumas cobranças internas no partido, ele permanece no PL. Ele comparou a situação a um rio que contorna uma pedra, desgastando-a aos poucos, mas que eventualmente se junta novamente. Pontes destacou que conhece Bolsonaro há muito tempo e que ambos compartilham a persistência em defender suas crenças. “Imagine um rio, com uma pedra no meio. A água vai contornar de um lado e de outro, aí desgasta um pouco a pedra. Depois, se junta na frente”, disse Marcos Pontes. “Eu conheço o Jair Bolsonaro de muito tempo. Ele sabe que eu sou assim, e ele também é. Tanto que se candidatou quatro vezes na Câmara.”
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*Reportagem produzida com auxílio de IA