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Macroeconomia

Azul e Gol firmam acordo para possível fusão das companhias

Caso a união se concretize, a nova empresa concentrará 60% do mercado aéreo no país e terá três conselheiros da Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, três da Azul e três independentes

Redação

Gol
Snapinsta.app_470308275_1108361750352905_2746121280311887274_n_1080 Reprodução/Instagram/@voegoloficial

A Gol e a Azul firmaram, nesta quarta-feira (15), um acordo que poderá resultada na fusão das duas companhia aéreas. Caso a união se concretize, a nova empresa concentrará 60% do mercado aéreo no país e terá três conselheiros da Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, três da Azul e três independentes. Contudo, a fusão depende do fim da recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, prevista para abril. O memorando prevê que a nova companhia seguirá o modelo de “corporation”, empresa sem controlador definido, com a Abra sendo a maior acionista. No começo do mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) revelou um entendimento com as companhias aéreas Gol e Azul, visando a regularização de dívidas tributárias que somam R$ 7,5 bilhões. Este montante abrange débitos tanto previdenciários quanto fiscais. Na ocasião, as empresas tinham assinado um memorando que poderá resultar na fusão das duas, dependendo da aprovação do CADE e da ANAC.

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Os termos do acordo, estabelecidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), incluem a possibilidade de descontos em multas e juros. Além disso, as companhias poderão utilizar créditos de prejuízo fiscal e terão prazos de pagamento mais flexíveis. A Azul, que possui uma dívida superior a R$ 2,5 bilhões, fará um pagamento inicial de R$ 36 milhões, com o saldo a ser quitado em até 120 parcelas. Por sua vez, a Gol, que enfrenta uma dívida em torno de R$ 5 bilhões, comprometeu-se a pagar R$ 880 milhões, também em até 120 prestações. Ambas as empresas apresentaram garantias, que incluem slots em aeroportos e contratos com entidades governamentais, para assegurar o cumprimento dos acordos.

A Gol, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos desde janeiro do ano anterior, anunciou um plano de reestruturação que prevê um investimento de até US$ 1,85 bilhão, equivalente a R$ 11,2 bilhões, com o objetivo de fortalecer suas operações. Importante ressaltar que o acordo firmado com a União não afetará o endividamento líquido financeiro da companhia.

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Publicado por Sarah Paula

*Reportagem produzida com auxílio de IA