Haddad diz que decisão sobre candidatura em SP só sairá após reunião com Lula e Alckmin
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite desta segunda-feira (2) que a decisão final sobre a candidatura para o governo de São Paulo só sairá após reunião com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. “O presidente me disse no jantar da semana passada que deve pedir uma reunião com o vice-presidente Alckmin e comigo para conversarmos sobre a situação de São Paulo”, explicou Haddad.
A declaração foi dada em entrevista a jornalistas antes de o ministro conduzir uma aula magna aos alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP, na cidade de São Paulo.
Quando questionado sobre a agenda de terça-feira (3) ser em respeito à decisão da possível pré-candidatura paulistana, Haddad disse que a viagem para São Paulo foi feita para “discutir temas internos da Fazenda”.
O ex-prefeito de São Paulo disse ainda que já havia dito não ter interesse em se candidatar às eleições de 2026. “Manifestei desde o começo do ano que não tinha intenção de participar do pleito deste ano”, declarou.
Porém, ele também deixou claro que, se o cenário desenhado demandar sua participação, ele ouvirá a opinião do presidente Lula. “Evidentemente, [Lula] sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele sobre isso. Estou analisando e ele também, nós vamos chegar a um denominador comum“, finalizou.
Haddad sobre as pesquisas eleitorais
A respeito das pesquisas eleitorais, Haddad disse ainda ser muito cedo para levá-las em consideração. “Não conversei com ninguém sobre pesquisa, até porque considero muito prematuro analisar a esta altura do campeonato”, declarou.
Para ele, as pesquisas serão mais concretas a partir do próximo mês, quando o brasileiro estiver “focado no futuro do país” e quando as candidaturas estiverem mais decididas, não só para a presidência, mas também para os governos de cada estado.
O ministro falou também sobre acreditar nas chances de um quarto mandato do presidente Lula, já que o governo atual é “incomparável” e que não perde em nada ao governo anterior. “Em nenhum aspecto o presidente Lula perde em termos de indicadores, crescimento, emprego, programas sociais, o que você imaginar”, afirmou.
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