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‘Enquanto esse governo estiver no poder, a guerra não vai acabar’, afirma colaboradora do Instituto Brasil-Israel

Guerra entre Hamas e Israel, com início do dia 7 de outubro, continua sem perspectiva de paz

Luisa Cardoso

Conflito entre o Hamas e Israel irá completar 6 meses no próximo domingo, dia 7 de abril. Desde o dia 7 de outubro do ano passado, a guerra continua sem perspectiva de paz. No Jornal da Manhã desta sexta-feira (5), a colaboradora do Instituto Brasil-Israel, doutora em Relações Internacionais e em questões do Oriente Médio, Karina Calandrin, comentou qual é o cenário a curto prazo. “Pouco provável que haja uma mudança no comportamento do governo israelense e do grupo terrorista Hamas, porque foi aprovado recentemente uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, clamando e exigindo um cessar-fogo, incluindo o retorno dos reféns, mas, os dois lados, tanto o Hamas quanto Israel, negaram e isso tem tencionado ainda mais a situação”. O governo israelense está sofrendo uma forte pressão interna da população, a partir de manifestações.

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Os Estados Unidos, um dos maiores aliados de Israel no cenário internacional, estão cada vez mais críticos ao decorrer dos meses. “O problema de toda essa equação que faz com que o cessar-fogo não pareça tão próximo, é a situação política israelense. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, está buscando permanecer no poder como primeiro-ministro e é sabido que a partir do momento em que a guerra entrar em uma situação de cessar-fogo, mesmo que seja temporária, isso pode levar a uma queda do governo.”, explica Karina. Com a tamanha insatisfação dos israelenses, a doutora em Relações Internacionais e em questões do Oriente Médio, afirma que é possível a saída de Netanyahu. “As eleições têm se tornando um ponto quase de consenso na sociedade israelense, até mesmo em diferentes perspectivas políticas, eleitores de esquerda, direita e centro, porque a situação se tornou insustentável. A opinião pública israelense chega a conclusão que o governo não tem atuado de maneira satisfatória no conflito, principalmente o que tange a questão dos reféns“.

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