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Brasil participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela

Hoje, países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) se reuniram de forma virtual para discutir a ação americana em território venezuelano

Fernando Keller

Uma bandeira das Nações Unidas tremula do lado de fora da sede da ONU em Nova York, EUA, em 21 de setembro de 2025. Austrália, Canadá e Grã-Bretanha reconheceram formalmente o estado da Palestina, anunciaram os respectivos primeiros-ministros dos países em 21 de setembro de 2025. (Reino Unido, Nova York) EFE/EPA/LUKAS COCH AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA FORA
Uma bandeira das Nações Unidas tremula do lado de fora da sede da ONU em Nova York, EUA, em 21 de setembro de 2025. Austrália, Canadá e Grã-Bretanha reconheceram formalmente o estado da Palestina, anunciaram os respectivos primeiros-ministros dos países em 21 de setembro de 2025. (Reino Unido, Nova York) EFE/EPA/LUKAS COCH AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA FORA EFE/EPA/LUKAS COCH AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA FORA

O Brasil participa amanhã (5) da reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, convocada a pedido da Colômbia, para discutir a escalada da crise na Venezuela após a operação militar dos Estados Unidos. Nenhum dos dois países, Brasil e Colômbia, ocupa atualmente assento permanente ou rotativo no órgão. Enquanto isso, hoje, países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) se reuniram de forma virtual, com a participação de ministros, para avaliar os desdobramentos do ataque norte-americano em território venezuelano.

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Também hoje, foi divulgada uma nota conjunta assinada por Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha.

No documento, os governos manifestam repúdio às ações militares unilaterais realizadas pelos Estados Unidos, classificando-as como uma violação aos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, especialmente a soberania, a integridade territorial e a proibição do uso da força.

O texto alerta ainda que a ofensiva representa um precedente perigoso para a paz e a segurança regional e coloca a população civil em risco.

A nota evita citar nominalmente Nicolás Maduro, reflexo da falta de consenso internacional sobre o regime venezuelano. Maduro foi capturado na madrugada de sábado, em Caracas, durante a operação americana, junto com a esposa, e levado aos Estados Unidos para ser julgado por acusações de narcotráfico. O presidente Donald Trump afirma que Maduro comandava o chamado Cartel de los Soles.

Apesar das acusações, há consenso na comunidade internacional de que o interesse estratégico dos Estados Unidos está ligado ao petróleo venezuelano. Em declaração à imprensa neste sábado, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição política e que o petróleo do país “voltará a fluir”, com petroleiras americanas à frente da produção e da infraestrutura.

O governo brasileiro avalia que a Venezuela não deve se render à pressão americana e considera que ficou claro que a ofensiva tem motivação econômica. O presidente Lula orientou seus ministros a adotarem um posicionamento crítico à operação dos Estados Unidos, linha que será defendida pelo Brasil na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

O governo brasileiro reconheceu ainda no sábado, após a segunda reunião entre Lula e ministros, Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, levando em conta o apoio interno demonstrado após a reunião do Conselho Venezuelano realizada após o ataque.

Em pronunciamento, Delcy Rodríguez afirmou que o país “nunca será colônia de outro” e declarou que a Venezuela vai se defender de uma intervenção americana, pedindo resistência dos ministros e da população.

Na nota divulgada, os países também reforçam que a crise venezuelana deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo e da negociação, sem interferência externa. O texto reafirma a América Latina e o Caribe como zona de paz e expressa preocupação com qualquer tentativa de controle externo de recursos naturais, classificando essa prática como incompatível com o direito internacional.

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