Eduardo Bolsonaro muda tom e fala em ‘otimismo’ sobre conversa entre Lula e Trump
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mudou o tom ao comentar a ligação telefônica entre o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O parlamentar disse ter recebido com “otimismo” a informação de que os líderes conversaram na terça-feira (2).
“Confiamos na liderança do presidente Trump para negociar com o Brasil um entendimento que proteja os interesses estratégicos dos Estados Unidos no hemisfério e, ao mesmo tempo, reconheça a urgência da restauração das liberdades civis e do Estado de direito para o povo brasileiro”, escreveu o deputado em seu perfil no X (ex-Twitter). Eduardo Bolsonaro também declarou que o diálogo “franco” entre o Brasil e os EUA “pode abrir caminhos importantes”.
Ainda na publicação, o deputado voltou a falar sobre a existência de uma instabilidade no Brasil. “Qualquer avanço real nas relações bilaterais exige enfrentar, com honestidade, a atual crise institucional e reafirmar a liberdade como fundamento essencial entre nações democráticas”, disse.
Recebemos com otimismo a notícia da conversa entre o Presidente Donald Trump @realDonaldTrump e Lula. Um diálogo franco entre os dois países pode abrir caminhos importantes, desde que guiado por princípios claros.
Sanções nunca são um fim em si mesmas; são instrumentos legítimos… pic.twitter.com/T0HajQtXUO
— Eduardo Bolsonaro?? (@BolsonaroSP) December 2, 2025
Atualmente, Eduardo Bolsonaro é réu em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por coação no curso do processo, abolição do Estado democrático de direito, obstrução e organização criminosa. O processo foi aberto após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para apurar as ações do deputado durante a sua permanência nos Estados Unidos.
Segundo a petição, articulações de Eduardo Bolsonaro com a Casa Branca resultaram nas sanções dos EUA contra autoridades brasileiras e na imposição de tarifas a produtos importados do Brasil aos Estados Unidos. A PGR considera que a conduta do deputado tinha como objetivo pressionar e intimidar o STF antes do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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