EUA concluem retirada das tropas americanas do Iraque e Bagdá celebra ‘soberania’
As Forças Armadas dos EUA anunciaram nesta quarta-feira (30) que concluíram a retirada de todas as tropas americanas do Iraque, encerrando uma missão de 12 anos de combate ao Estado Islâmico (EI). As últimas tropas dos EUA deixaram uma base aérea em Erbil, no norte do Iraque, em conformidade com um acordo entre Bagdá e Washington.
A retirada, acertada há dois anos, ocorre em meio à guerra em curso entre os Estados Unidos e o Irã – conflito que, por vezes, se estendeu ao Iraque, com milícias apoiadas pelo Irã disparando contra tropas americanas e os EUA atacando os redutos desses grupos.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali Al-Zaidi, descreveu a retirada dos EUA como o início de uma “nova fase, definida pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições, pela prontidão de suas forças, pela unidade de suas decisões e por parcerias equilibradas com seus amigos”.
A retirada também foi comemorada por grupos apoiados pelo Irã, mas gerou preocupações entre outros iraquianos, especialmente na região curda. Paralelamente, pairam dúvidas sobre o futuro das milícias iraquianas, que o governo de Bagdá tem tentado – com pouco sucesso até o momento – desarmar.
As tropas dos EUA invadiram o Iraque em 2003 para derrubar Saddam Hussein. Elas deixaram o país em 2011, mas, três anos depois, autoridades iraquianas convidaram uma missão menor, liderada pelos EUA, para combater o grupo Estado Islâmico, que havia avançado pelo Iraque, tomando vastas áreas do território.
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