Bolsonaro diz que Greenwald não será deportado: ‘Talvez pegue uma cana aqui no Brasil’
O presidente Jair Bolsonaro elogiou, neste sábado (27), a portaria 666 editada na última semana pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, que facilita a deportação de estrangeiros do Brasil. Ele negou que o objetivo seria atingir o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, mas disse que “talvez ele pegue uma cana aqui no Brasil”.
“Não se encaixa na portaria o crime que ele está cometendo. Até porque ele é casado com outro homem [deputado federal David Miranda, que é brasileiro] e tem meninos adotados no Brasil. Ele não vai embora, o Glenn pode ficar tranquilo. Talvez ele pegue uma cana aqui no Brasil. Não vai pegar lá fora, não”, disse Bolsonaro durante cerimônia de formatura de paraquedistas no Rio de Janeiro.
Greenwald é fundador do site The Intercept Brasil, que tem divulgado supostas conversas de Moro com procuradores da Operação Lava Jato.
O documento assinado pelo ministro possibilita o impedimento de ingresso, a deportação e a redução ou cancelamento do prazo de estada de “pessoas perigosas” para a segurança do Brasil ou que tenham “praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.
O presidente afirmou que suspeitos têm que ser “mandados para fora”. “Eu não sou xenófobo, mas na minha casa, entra quem eu quero. E a minha casa, no momento, é o Brasil”.
Novos dados sobre desmatamento
Bolsonaro ainda afirmou que deve divulgar na próxima semana novos dados sobre desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O presidente mostrou recentemente insatisfação com informações da instituição que mostram aumento da área desmatada no país.
“Já está tudo levantado. Está nas mãos do Marcos Pontes [ministro da Ciência e Tecnologia] e do Ricardo Salles [ministro do Meio Ambiente] a divulgação desses dados, talvez na quarta-feira agora”, observou.
O presidente da República voltou a defender a exploração econômica da Amazônia e de outras áreas protegidas, como o litoral de Angra dos Reis. “Não podemos tratar o meio ambiente como uma psicose ambiental”, afirmou.
*Com informações da Agência Brasil
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