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Calor extremo impulsiona recorde no consumo de energia no Brasil

Altas temperaturas fazem demanda elétrica atingir novo pico, gerando alertas sobre impactos ambientais e necessidade de consumo consciente

Patricia Costa

Vista aérea da Usina Termelétrica Mário Covas
Vista aérea da Usina Termelétrica Mário Covas, conhecida como UTE de Cuiabá, atualmente propriedade da Âmbar Energia, do grupo J&F, de Joesley e Wesley Batista Divulgação/Âmbar Energia

O Brasil registrou, nesta terça-feira (11), um novo recorde de demanda instantânea de energia elétrica. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o consumo atingiu 103.335 megawatts (MW) às 14h37, superando o recorde anterior de 102.924 MW, registrado no fim de janeiro. Esse aumento é impulsionado pelas temperaturas  altas que atingem diversas regiões do país. O fenômeno é resultado de uma onda de calor que tem provocado temperaturas recordes, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a cidade de Quaraí registrou 43,8°C, a maior temperatura já medida no estado. Em várias capitais, a sensação térmica ultrapassou os 50°C e levou a um uso intenso de aparelhos de climatização, como ventiladores e ar-condicionado. O aumento expressivo da demanda impõe desafios ao sistema elétrico nacional.

Para suprir a necessidade crescente de energia, o ONS tem acionado fontes complementares, como termelétricas a gás e carvão, que possuem custo mais elevado e maior impacto ambiental. Embora o governo federal afirme que o sistema é robusto e capaz de suportar a alta na demanda, especialistas alertam para o risco de sobrecargas e para a elevação do custo da energia. Além disso, o maior acionamento de termelétricas gera aumento na emissão de gases de efeito estufa, ampliando os desafios climáticos que já impactam o país. O cenário evidencia a necessidade de investimentos em fontes renováveis e em eficiência energética para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

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Diante do calor intenso e da alta no consumo, especialistas recomendam medidas para evitar desperdícios e aliviar a pressão sobre o sistema elétrico. Entre as orientações estão manter o ar-condicionado em temperaturas entre 23°C e 25°C, evitar o uso simultâneo de muitos aparelhos elétricos nos horários de pico e aproveitar a iluminação natural sempre que possível. Com as temperaturas elevadas previstas para continuar nos próximos dias, o desafio do país será equilibrar o conforto da população com a necessidade de um consumo energético mais eficiente e sustentável.

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