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Censo revela desigualdade na arborização urbana no Brasil

Quase 60 milhões de brasileiros vivem em áreas urbanas sem árvores

ia samy

Fabio Arantes/ Secom
Avenida 9 de julho - Fotos Públicas Sao Paulo- SP- Brasil- 01/01/2017- O primeiro dia útil da nova gestão da Prefeitura de São Paulo começou cedo. Às 6h, o prefeito João Doria e os 22 novos secretários municipais foram uniformizados de gari até a Avenida 9 de Julho, altura da Praça 14 Bis, lançar o Programa São Paulo Cidade Linda. “Este é o primeiro dia útil do nosso mandato, e já começamos trabalhando. Desde as 6h da manhã com todos os secretários, todos os presidentes das empresas públicas municipais estão aqui. E estamos dando um exemplo de servidor. Eu sou um servidor público, todos os demais secretários que estão aqui presentes. Os presidentes das empresas e autarquias. Ao lado dos garis, e vestidos como eles, para dar uma demonstração clara, primeiro, de apoio a essa parcela da população, que trabalha para a cidade ficar melhor. Depois, para dar uma demonstração clara de limpeza, de polidez, de melhorar a qualidade da nossa cidade, eliminando as pixações, limpando as bocas de lobo, limpando as calçadas, recusando jardins, trocando lâmpadas queimadas, enfim, fazendo a zeladoria urbana da nossa cidade.”, afirmou o prefeito João Doria. Formado por um conjunto de serviços de zeladoria urbana, o São Paulo Cidade Linda tem como principal objetivo revitalizar áreas em todas as regiões, por meio de uma ação integrada entre poder público, iniciativa privada, ONGs e cidadãos. A Avenida 9 de Julho, em toda sua extensão, é o primeiro eixo a receber os serviços do programa, com a manutenção de logradouros, conservação de galerias e pavimentos, retirada de faixas e cartazes, limpeza de monumentos, recuperação de praças e canteiros, poda de árvores, manutenção de iluminação pública, reparo de sinalização de trânsito, limpeza de pixações, troca de lixeiras, reparo de calçadas, entre outros serviços. A ação, que será realizada até a próxima quarta-feira (4) na região, contará com o serviço de 1.291 pessoas e com a utilização de 176 equ

Em 2022, cerca de 58,7 milhões de brasileiros que residem em áreas urbanas, o que representa aproximadamente um terço da população urbana do país, viviam em ruas desprovidas de árvores. Os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, ressaltam a importância da arborização nas cidades, que contribui para a melhoria da qualidade do ar e a regulação da temperatura, embora sua distribuição seja bastante desigual entre as regiões. A pesquisa analisou a presença de árvores na frente dos imóveis, considerando aquelas com altura mínima de 1,70 metro. A maioria dos habitantes, cerca de 55,8 milhões, residia em locais com cinco ou mais árvores. Em seguida, 35,6 milhões de pessoas viviam em áreas com uma ou duas árvores, enquanto 23,4 milhões estavam em ruas com três ou quatro árvores.

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Os dados abrangem um total de 174.162.485 pessoas, o que equivale a 85,75% da população brasileira, distribuídas em 63.104.296 domicílios. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, as menores proporções de moradores com pelo menos uma árvore foram registradas em Brusque (SC), Barbacena (MG) e Tubarão-Laguna (SC). Por outro lado, as cidades com as maiores porcentagens de arborização foram Birigui (SP), Sertãozinho (SP) e São José do Rio Preto (SP). Na região metropolitana de São Paulo, 64,5% da população urbana reside em áreas que possuem pelo menos uma árvore, um número que se aproxima da média observada em outras grandes metrópoles do Brasil, que é de 63,5%. No município de São Paulo, especificamente, 7.485.935 pessoas, ou seja, seis em cada dez moradores da área urbana, têm acesso a árvores em vias públicas.

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