Com avanço da Covid-19, governo federal reconhece calamidade pública na Bahia e no Ceará
O governo federal reconheceu nesta segunda-feira, 26, o estado de calamidade pública na Bahia e no Ceará em razão da pandemia da Covid-19. A situação, publicada na portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil no Diário Oficial da União, reduz a burocracia e facilita, a estados e municípios, o acesso aos recursos da União para ações de socorro. Segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado neste domingo, 25, o Ceará registrou 872 novos casos da doença e dois óbitos nas últimas 24 horas. O estado acumula 270.264 casos, e as mortes já chegam a 9.248.
Ao mesmo tempo, dados da Secretaria de Saúde da Bahia mostram que o estado registrou 691 novos casos de infecção pelo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo nota também deste domingo. No total, o estado acumula 344.705 casos da doença desde o início da pandemia. O boletim traz ainda o registro de 22 novas mortes, totalizando 7.475 óbitos no estado. A declaração do estado de calamidade pública acontece em um momento que autoridades de saúde começam a mapear uma possível onda da Covid-19 no Nordeste brasileiro. O coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis, afirmou à Jovem Pan que a possibilidade de uma segunda onda atingir a região é “muito real”. Segundo ele, considerando a atual situação da Europa e dos Estados Unidos, a previsão é que a explosão de casos aconteça entre a semana do Natal e os primeiros dias de janeiro. Para evitar a situação, medidas como fechamento de aeroportos e novos períodos de isolamento devem ser adotados.
[jp-related-posts ids=”996793,996730,996677″]
“Os aeroportos devem ter controles rígidos os passageiros, monitoramento, serem testados e cumprirem quarentena de 14 dias. Depois, teríamos que começar a estocar tudo que vai ser necessário para combater a segunda onda, medicamentos, mascaras, roupa de proteção individual, materiais para UTI que faltaram e precisamos começar a ter um plano de contingenciamento dos leitos, que eventualmente vamos ter que utilizar se a segunda onda se materializar. Supondo que a onda na Europa piore, o Brasil teria que fechar espaço aéreo, porque a pandemia entrou pelos aeroportos e ela pode voltar pelos mesmos locais.”
*Com Agência Brasil
Assuntos
continue lendo
Brasil
Área perto do STF é isolada por suspeita de bomba; um homem foi preso
Uma mochila foi jogada pelo homem em cima de um ponto de ônibus ao lado do prédio da Corte
- Entenda o que é a doença de Creutzfeldt-Jakob, que matou Lito Sousa Jovem Pan · há 9 horas
- São Paulo cria mais de 300 mil vagas de emprego em 2026, diz Seade Jovem Pan · há 10 horas
- PF marca depoimentos de Galípolo, Campos Neto e André Esteves sobre Master Estadão Conteúdo · há 10 horas
- Eleição com chuva em São Paulo: veja a previsão do tempo Estadão Conteúdo · há 13 horas