Ao anunciar Kassab como chefe da Casa Civil, Doria promete governo ‘enxuto’ em SP
O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu reduzir as secretarias e fazer um governo “mais enxuto e focado” no estado. A declaração foi feita nesta segunda-feira (5) em uma entrevista em que anunciou que Gilberto Kassab (PSD) será chefe da Casa Civil e que o vice Rodrigo Garcia (DEM) cuidará da articulação da gestão.
O tucano falou em diminuir custos de comissão e promover um novo “desenho institucional” do Poder Executivo estadual. Atual ministro das Comunicações, Kassab aproveitou para revelar que será criada uma Secretaria do Interior.
Acusado de ter recebido R$ 21 milhões via caixa dois na campanha para prefeito em 2008, Kassab foi defendido por Doria. “Não há juízo final [sobre Kassab]. Não gera nenhum tipo de problema. Ele foi um apoiador de nossa candidatura desse a primeira hora”, disse o governador eleito.
A pasta de articulação política do governo deve ser extinta, ainda segundo ele, mas a função será desempenhada por Rodrigo Garcia. Desde já, o vice está mantendo conversas com o atual governador, Márcio França (PSB), derrotado na disputa eleitoral em segundo turno.
A primeira reunião oficial de transição pode ocorrer entre esta segunda e a próxima terça (6).
Apoio a Bolsonaro
Depois de colocar um general na presidência dos Correios, no que havia sido interpretado como sinal de aproximação com Jair Bolsonaro (PSL), Kassab voltou a reafirmar seu apoio ao presidente eleito. “Estou entre os brasileiros que torcem para esse governo dê certo. Em tudo que estiver ao nosso alcance, vamos dar apoio”, declarou o ex-prefeito.
Reunião com o ministro da Fazenda
Depois de se reunir, também nesta segunda, com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o novo governador relatou que foram discutidos “temas institucionais”, mas desconversou quando questionado sobre um possível convite para que ele integrasse sua gestão. “Guardia tem olhar privilegiado. É um consultor que gosta de São Paulo.”
Além disso, o tucano disse estar conversando por telefone “dia sim, dia não” com o economista Paulo Guedes, anunciado como ministro da Economia por Bolsonaro, sobre a economia e, especialmente, as contas do estado.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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