Embaixada da Venezuela foi ‘invadida’ e Bolsonaro não sabia do ato, diz governo
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota em que classifica como “invasão” a entrada dos apoiadores do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, na embaixada do país em Brasília. De acordo com o texto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não sabia do ato.
“Como sempre, há indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade; o presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó; as forças de segurança, da União e do Distrito Federal, estão tomando providências para que a situação se resolva pacificamente e retorne à normalidade”, afirma a nota.
Entenda
Na manhã de hoje, apoiadores de Guaidó tomaram o controle da embaixada da Venezuela em Brasília. Segundo a equipe do líder, funcionários da própria embaixada permitiram o acesso de seus representantes ao local. Em comunicado, a embaixadora designada por ele, Maria Teresa Belandria, que não está no Brasil, disse que um grupo de funcionários decidiu “abrir as portas e entregar as chaves da embaixada voluntariamente”, bem como reconheceu Guaidó como legítimo presidente.
O ministro-conselheiro de Guaidó, Tomás Silva, também entrou no local. Em vídeo publicado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Twitter, Silva confirmou a informação e ressaltou que os funcionários da embaixada reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela, “fazendo a entrega” da residência à eles.
Enquanto isso, manifestantes pró-Nicolás Maduro falam em invasão. Houve um princípio de confusão e a Polícia Militar (PM) foi chamada para reforçar a segurança do local. De acordo com a corporação, cerca de 14 pessoas ultrapassaram os portões da embaixada. Do lado de fora, cerca de 30 manifestantes contrários protestam.
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