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Brasil

Fiesp critica nova tarifa dos EUA e cobra atuação diplomática

Federação disse que retaliação comercial poderia ter sido evitada por meio de condução 'mais técnica' nas negociações

Marcelo Bamonte

Prédio da Fiesp
Fiesp critica nova tarifa dos EUA e cobra atuação diplomática. Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quarta-feira (15), a entidade afirmou que a medida reduz a competitividade do Brasil e atribuiu a decisão ao desgaste nas relações diplomáticas entre os dois países.

Segundo a Fiesp, a tarifa é especialmente prejudicial por atingir apenas produtos brasileiros, o que coloca o país em desvantagem em relação a concorrentes internacionais. No comunicado, a entidade também criticou a condução da política externa do governo brasileiro. Para a federação, “ruídos diplomáticos”, críticas de caráter pessoal, discursos com viés eleitoral e o desalinhamento político com Washington enfraqueceram uma relação bilateral construída ao longo de mais de dois séculos.

A Fiesp afirmou ainda que a retaliação comercial poderia ter sido evitada por meio de uma atuação mais técnica e pragmática nas negociações com os Estados Unidos. A entidade destacou que defendeu essa estratégia durante audiências públicas realizadas em território norte-americano e em outras oportunidades ao longo do último ano.

O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A entidade concluiu informando que continuará atuando junto a parceiros nos Estados Unidos para tentar reverter a medida ou ampliar a lista de produtos isentos da nova tarifa.