Governo de SP faz do dinheiro do crime organizado investimento para a segurança pública
O Governo de São Paulo já recuperou R$ 136,2 milhões em valores, ativos e bens por meio do Recupera-SP, programa criado em 2024 que atua na identificação, bloqueio e apreensão de patrimônio do crime organizado no estado. Entre os patrimônios recuperados estão valores em espécie, imóveis, veículos e outros bens que passam a ser destinados ao fortalecimento da segurança pública paulista e também do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A estratégia busca atingir uma das principais bases de sustentação das organizações criminosas: o dinheiro. O Recupera-SP trabalha em complemento às prisões de integrantes do crime, identificando e interrompendo os fluxos financeiros que permitem a essas estruturas investir, movimentar recursos e ampliar suas atividades.
O Recupera-SP se soma a outras iniciativas do Governo de São Paulo que reforçaram a estrutura de segurança e alcançaram a redução dos principais indicadores criminais. De janeiro de 2023 a junho de 2026, as polícias prenderam 718,9 mil infratores, retiraram 46,2 mil armas das ruas, recuperaram 178 mil veículos e apreenderam 774 toneladas de drogas.
Na comparação de janeiro a junho de 2026 com o mesmo período da série histórica, o estado registrou os menores números de homicídios (queda de 7,3%), latrocínios (36,2%), roubos em geral (16,4%), roubos de veículos (35,1%) e roubos de carga (32,8%).
Como funciona o programa
O Recupera-SP articula a atuação de órgãos como Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário para acelerar a identificação e a destinação de patrimônio relacionado ao crime, seja com bloqueio ou apreensão de bens, por exemplo. Depois de reconhecida judicialmente a origem ilícita, o patrimônio pode ser destinado ao poder público. A lógica é fazer com que o patrimônio do crime passe a ser empregado em benefício da sociedade, pelo Estado.
Um exemplo recente foi a autorização concedida pela Justiça para que a Polícia Civil de SP utilize um helicóptero Airbus Helicopters EC130 T2 apreendido na Operação Falsa Las Vegas, que investigou um esquema de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Avaliada em R$ 25 milhões, a aeronave ficará sob responsabilidade da Polícia Civil enquanto durar o processo criminal e poderá ser empregada em operações de segurança pública, apoio operacional, transporte de medicamentos e órgãos para transplantes e missões de auxílio emergencial.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros ligados aos investigados, além do sequestro de 76 imóveis.
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