Interpol aceita pedido da PF e inclui André do Rap na lista de procurados
A Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) aceitou o pedido da Polícia Federal e incluiu nesta terça-feira, 13, o megatraficante André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, na lista de procurados do órgão. A informação foi confirmada por uma autoridade da PF à Jovem Pan. O nome do criminoso ainda não aparece no site porque o cadastro foi feito em uma lista restrita. A “difusão vermelha” da Interpol é o alerta máximo da organização. Ou seja, se André do Rap ingressar em território que integra a comunidade policial, pode ser imediatamente detido. A entrada do traficante na lista será reativada, uma vez que ele já a integrava antes de ser preso em 2019. O pedido foi aceito após a PF justificar a repercussão do caso e a periculosidade do criminoso.
O chefe do PCC na Baixada Santista está foragido desde sábado, 10, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, concedeu o habeas corpus a ele. As autoridades suspeitam de que ele já tenha fugido para outro país. As forças policiais internacionais da maioria dos países da América do Sul foram acionadas sobre a situação de André do Rap e estão ajudando a PF a monitorar e encontrar o criminoso. A maior atenção da PF se volta para as fronteiras com Colômbia, Bolívia e Paraguai – onde a facção domina o comércio de armamentos e drogas. Esses países também são conhecidos por servirem de refúgio aos traficantes do PCC procurados pelas autoridades. O governo de São Paulo também montou uma força-tarefa, junto à Secretaria da Segurança Pública, para intensificar as buscas pelo criminoso.
[jp-related-posts ids=”990542,990485,990372″]
Soltura pode ir à plenário no STF
A polêmica sobre a soltura de André do Rap, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), levou ministros das cortes superiores a defenderem que o tema seja analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é uniformizar o entendimento sobre a lei que possibilitou a saída da prisão do membro do PCC. O ministro Marco Aurélio Mello usou a regra, aprovada em 2019, como critério para soltar o traficante – medida que foi revogada dias depois pelo presidente do STF, Luiz Fux. André do Rap já havia deixado a cadeia, não foi encontrado no endereço da cidade do Guarujá fornecido pela defesa dele e agora está foragido. O assunto pode chegar ao plenário caso Fux decida levar para análise dos colegas o processo do traficante.
Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro, a nova regra sobre prisão preventiva mudou o Código de Processo Penal. O novo trecho diz que a prisão preventiva deve ser reavaliada pelo juiz a cada 90 dias, sob pena de se tornar ilegal. Esse item do pacote anticrime não estava na versão original enviada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e foi incluída pelos parlamentares. Moro disse ter posição contrária ao trecho. O Planalto não se manifestou. Segundo a defesa de André do Rap apresentada ao STF, esse prazo já havia estourado, o que abriu caminho para que Mello liberasse o acusado, preso desde setembro por tráfico de drogas. Especialistas temem que o caso abra precedentes.
Assuntos
continue lendo
Política
Mendonça demorou 9 dias para decidir sobre Wagner, mas 75 no caso de Castro, diz PF
Documento da Polícia Federal (PF) aponta diferença de prazos de análise de medidas cautelares contra políticos de diferentes espectros
- Como explicar a história do 7 de setembro para crianças na escola de forma lúdica Jovem Pan · há 4 horas
- IBGE disponibiliza a partir do dia 7 de setembro mapas-múndi inéditos Agência Brasil · há 10 horas
- Serra do Rio Grande do Sul registra neve e temperatura próxima de 0°C Estadão Conteúdo · há 11 horas
- Após incêndio, Ceagesp busca alternativas para manter operação em pavilhão de frutas Estadão Conteúdo · há 15 horas