Irmã de ‘Sícario’ ameaçou vazar documentos e ‘acabar’ com família de Vorcaro
Joana Machado de Moraes Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou “Sicário”, ameaçou revelar arquivos que “acabariam” com a família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo documentos da Polícia Federal enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tornados públicos nesta terça-feira (16), ela obteve esse material após passar uma noite inteira analisando a conta do iCloud de seu irmão falecido, onde encontrou informações comprometedoras (descritas nas mensagens como “coisa demais”). Ele morreu sob custódia da PF em março deste ano.
Joana passou a enfrentar severas dificuldades financeiras, com contas negativas e o risco de perder sua casa. Ela sentiu que a família Vorcaro (especialmente Henrique e Daniel) abandonou a sua, afirmando que os Vorcaro continuaram “vivendo como reis”, não mandaram sequer uma flor para o velório de Felipe, e os culpa por terem tirado a vida do seu irmão.
Joana passou a fazer ameaças diretas de expor a organização. Ela declarou ter “material para acabar com a família inteira”, ameaçou arruinar eventuais acordos de delação premiada dos membros do grupo e colocar Henrique Vorcaro atrás das grades. Ela também chegou a enviar notícias sobre o grupo para o operador financeiro Manoel Mendes Rodrigues, ameaçando vazar todo o esquema para a imprensa.
Para evitar que Joana colaborasse com as investigações da Polícia Federal, Manoel Mendes Rodrigues (vulgo “Manolo”), braço direito de Henrique Vorcaro na organização conhecida como “A Turma”, e o primo de Joana, Keysom, passaram a intervir para apaziguar a situação. Eles organizaram reuniões presenciais (como um encontro ocorrido em 28 de abril de 2026) para negociar a transferência de contratos e ativos financeiros que seriam de Felipe Mourão para o nome de Joana e de sua mãe, Denise.
Como parte dessas negociações para garantir o seu silêncio, a organização planejava usar a empresa JM Consultoria e Participações Imobiliária Ltda., da qual Joana é a sócia-administradora, para realizar os repasses financeiros e supostamente firmar contratos de fachada.
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