Justiça decreta falência da boate Love Story em São Paulo
A Justiça de São Paulo decretou a falência da boate Love Story, localizada no Centro da capital paulista e em funcionamento desde 1991. A decisão emitida pelo juiz Marcelo Barbosa Sacramone na última terça-feira, 9, na 22ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de SP, afirma que a empresa não cumpriu com o plano de recuperação judicial firmado no ano de 2018 e passou a ser cobrada por credores. Segundo os autos, a defesa da Love Story atribuiu a falta de pagamento à pandemia da Covid-19. A falta de pagamentos, porém, teria se iniciado antes disso. “Ressalto, entretanto, que o inadimplemento não se justifica apenas em razão da pandemia. O crédito trabalhista deveria ter sido pago em novembro de 2019. Antes, portanto, da pandemia, a recuperanda já era inadimplente”, afirma trecho da decisão.
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O juiz considerou a falta de pagamento como uma “situação de absoluto descaso” e afirmou que não há qualquer perspectiva de mudar de cenário, em prestação de informações aos credores ou qualquer “estruturação para superar a crise”. O pedido de recuperação judicial da Love Story foi feito quando as dívidas da empresa com despesas e ações trabalhistas já ultrapassavam os R$ 1,5 milhão. Agora, a arrecadação de bens e documentos deve ser realizada para a realização de ativos e os credores devem ser listados e apresentados à Justiça. Procurada, a boate informou que documentos se perderam no caminho entre a secretaria administrativa, o contador e o administrador judicial que cuidava da recuperação da empresa. “Ficamos sabendo do que estava acontecendo um dia antes do juiz decretar falência por falta dos documentos e recibos, com muito muito custo conseguimos achar, juntar e protocolar uma liminar no dia 12/02 provando que estamos sim cumprindo com os pagamentos dos credores, fizemos tudo certinho até a pandemia nos atingir e queremos uma nova assembleia para um novo acordo vide a pandemia que afetou diretamente nosso setor, mas nossa prioridade é trabalhar e quitar todos os credores”, afirma nota.
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