MEC lança ‘Future-se’, programa que facilita uso de verbas privadas em universidades públicas
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira (17), o programa “Future-se”, que, de acordo com a própria pasta, tem como objetivo reestruturar ensino superior público do país, aumentando a eficiência e estimulando a inovação de institutos e universidades. Na prática, o plano visa estimular a parceria público-privado no setor, angariando uma maior captação de verbas de empresas privadas para essas universidades.
A partir de agora, as instituições de ensino poderão, por exemplo, fechar contratos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) comodato ou cessão de prédios e lotes. Tanbpen será possível criar fundos patrimoniais, com doações de empresas ou ex-alunos para financiar pesquisas ou investimentos de longo prazo; ceder os nomes de campus e edifícios à empresas, assim como acontece em estádios de futebol, que possuem nomes de bancos ou seguradoras; e criar ações culturais que possam participar de editais da Lei Rouanet ou outros programas de fomento.
Durante a apresentação, que foi transmitida ao vivo nas redes sociais da pasta e contou com a presença do ministro, Abraham Weintraub,também foi ressaltado que os alunos não precisarão de pagar mensalidades para estudar, independentemente de sua faixa de renda. Ele também aproveitou para dizer que as universidades não serão privatizadas.
Em breve discurso, Weintraub falou, ainda, na importância de se colocar o Brasil entre os melhores países no setor de educação. “Às vezes, a crise incomoda. Às vezes não, sempre. Ela incomoda, ela faz com que a gente repense as estruturas, a forma de trabalhar, agir, pensar. Mas se ela for bem conduzida, ela permite oportunidades, crescimento, desenvolvimento, revoluções. O que estamos propondo uma revolução conjunta. Crise significa oportunidade. E diante desse ano muito difícil, apresentamos alternativa de liberdade, crescimento, riqueza e desenvolvimento a ser construída por todos nós. Vamos passar por esse ano e sair em horizonte muito positivo e sair vitoriosos, deixando o Brasil bem posicionado no exterior”, disse.
Para ele, o programa é uma “ponte para o futuro”. “O Future-se é um programa para dar mais liberdade para as universidades e institutos poderem fazer o trabalho bem feito. Queremos dar um caminho de mudança construído a muitas mãos”, explicou.
Apesar do lançamento oficial, a adesão das universidades ao programa só acontecerá após uma consulta pública que será realizada pelo ministério.
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