Moro diz que ‘ninguém foi hackeado por falta de cautela’ e chama suspeitos de ‘pessoas inescrupulosas’
Após a Polícia Federal divulgar que o presidente Jair Bolsonaro foi uma das vítimas das invasões da quadrilha presa nesta semana, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta quinta-feira (25) que ninguém foi hackeado “por falta de cautela”, mas por uma “vulnerabilidade” que será corrigida.
“Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela. Não se exigia nenhuma ação da vítima. Não havia sistema de proteção hábil. Há uma vulnerabilidade detectada e que será corrigida graças à investigação da Polícia Federal”, escreveu o ministro no Twitter.
“A vulnerabilidade foi explorada por hackers criminosos e pessoas inescrupulosas. As centenas de vítimas, autoridades ou não, que tiveram a sua privacidade violada por meio de crime, serão identificadas e comunicadas pela Polícia Federal ou pelo MJSP”, completou.
A vulnerabilidade foi explorada por hackers criminosos e pessoas inescrupulosas. As centenas de vítimas, autoridades ou não, que tiveram a sua privacidade violada por meio de crime, serão identificadas e comunicadas pela Polícia Federal ou pelo MJSP.
— Sergio Moro (@SF_Moro) July 25, 2019
Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (25), Bolsonaro afirmou “estar tranquilo” em relação ao hackeamento em seu aparelho e ressaltou que “informações estratégicas” não são enviadas via mensagem.
“Eu achar que meu telefone não estava sendo monitorado por alguém seria muita infantilidade. Não apenas por eu ser capitão do Exército, conhecedor da questão da inteligência. Sempre tomei cuidado nas informações estratégicas, essas não são passadas via telefone. Então, não estou nenhum pouco preocupado se porventura algo vazar aqui no meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa. Perderam tempo comigo.”
A Polícia Federal (PF) prendeu, na terça-feira (23), quatro suspeitos de terem invadido os celulares de Moro e do procurador Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com a PF, a operação, chamada de Spoofing, mira uma “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos” e “as investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias” das infrações praticadas.
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