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‘Não quero ser presidente do Senado’, diz Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou em rede social que não pretende se candidatar à presidência do Senado Federal. A Justiça estava avaliando uma ação popular que buscava impedir que o emedebista fosse chefe da Casa. “Olha, não quero ser presidente do Senado. Os alagoanos me reelegeram para ser bom senador, não presidente. Já fui várias […]

Rafael Iglesias

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou em rede social que não pretende se candidatar à presidência do Senado Federal. A Justiça estava avaliando uma ação popular que buscava impedir que o emedebista fosse chefe da Casa.

“Olha, não quero ser presidente do Senado. Os alagoanos me reelegeram para ser bom senador, não presidente. Já fui várias vezes, em momentos também difíceis. A decisão caberá à bancada, e temos outros nomes”, escreveu, no Twitter.

Apesar dessa fala, Renan era visto como candidato em potencial para vencer o pleito no Senado. Dentro do MDB, ele tentava vencer a preferência de parlamentares ao nome da senadora Simone Tebet (MS). Há ainda resistência de outros partidos.

Ação popular

O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou na sexta-feira (18) uma ação popular à Justiça Federal do Distrito Federal contra uma eventual candidatura do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

A ação em questão foi movida pelo coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Rubens Alberto Gatti Nunes, e sustenta que Renan “não possui bons antecedentes na Justiça Brasileira”, já que “responde a inúmeras investigações”.

Investigado

Renan Calheiros é investigado na Operação Lava Jato e, até semana passada, parecia quer voltar ao comando da Casa. Opositores dele criticavam a manutenção do voto secreto para as presidências do Congresso e chegaram a abrir uma ação pública sobre o assunto.

Um dos nomes na militância pela mudança na regra é o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. No entendimento dele, a votação secreta beneficiaria o emedebista e os brasileiros “querem votação aberta para as eleições dos presidentes do Congresso”.