O problema da reforma da Previdência são as mentiras que contam sobre ela, diz Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (5) que o maior problema da reforma da Previdência são as informações falsas divulgadas sobre o projeto, que ainda não foi apresentado pelo governo federal. Ele também estimou que o Brasil deve crescer “mais de 6%” nos 12 meses seguintes à aprovação das mudanças.
“O problema da reforma não é a reforma, são as mentiras que se falam sobre a reforma. O brasileiro, se tivesse a informação correta de que pobre paga a aposentadoria dos que ganham mais, talvez os brasileiros entrassem em um processo de muita revolta”, declarou. Maia chegou a citar que poderia haver uma espécie de “guerra civil” por isso.
Em Brasília, ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “O novo problema está em não ter votos, mas estou muito confiante de que há um ambiente [favorável] na sociedade brasileira e em muitos partidos que divergem das posições do presidente [Jair Bolsonaro]. Eles compreendem a importância da reforma”, disse o deputado.
A partir de agora, o democrata deve continuar uma agenda de encontro com governadores de diversos estados para discutir o projeto de mudança nas aposentadoria “sem paixões, sem discussões ideológicas, mas com a racionalidade que esse tema precisa ter no Congresso Nacional”. Ele não estimou prazos, mas citou maio como parâmetro.
“Nosso problema é garantir em dois meses que a reforma tenha 320, 330 deputados a favor. A gente espera construir um texto que possa atender a todos os poderes da federação”, afirmou. Para ele, a medida – que deve ser analisada em comissão especial – pode avançar em três semanas a partir da apresentação “se for bem organizado” o trabalho.
Crescimento econômico
Com a aprovação, Maia acredita que o País deve ter avanço econômico. “Eu aposto que, se a gente aprovar a Previdência, o Brasil vai crescer nos 12 meses seguintes mais de 6%, pelo PIB [Produto Interno Bruto] que tem hoje. A reforma vai tirar muitos do desemprego, da pobreza, por que vai garantir que investidores voltem a acreditar no País.”
Mesmo após criticar as fake news e o vazamento de uma minuta, ele não comentou termos do projeto. “A proposta é muito boa, vem agregando ideias. Acho que está olhando o futuro do Brasil, garantindo o equilíbrio, que é fundamental. Está tendo uma preocupação com os mais pobres muito correta. Você vão ter uma bela surpresa.”
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