Polícia e MP realizam operação contra 7 integrantes de milícia no RJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público realizam uma operação na manhã desta quarta-feira (3) contra sete suspeitos de integrar a maior milícia do estado, chamada “Liga da Justiça”. Até agora, foram presas cinco pessoas, entre elas um policial militar reformado.
Os criminosos foram denunciado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, constatados a partir da investigação de inúmeras operações financeiras irregulares realizadas por pessoas físicas e jurídicas que integravam a “Liga da Justiça”. A milícia atua, desde a década de 1990, na Zona Oeste do Rio, especialmente na região de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência.
Segundo o MP, a organização movimentou cerca de R$ 10 milhões de forma ilícita. Numa tentativa de dar aspecto legal aos recursos, foram usadas empresas como a Macla Extração e Comércio de Saibro Eireli – EPP e a Hessel Locação de Equipamentos Ltda, ligadas à organização criminosa.
Foi comprovado, ainda de acordo com o Ministério Público, que Luís Antônio da Silva Braga atua como braço financeiro e uma das lideranças do grupo. Ele é irmão do falecido Carlinhos ‘Três Pontes’, conhecido miliciano que chefiou a “Liga da Justiça” até sua morte, e também irmão de Wellington da Silva Braga, vulgo ‘Ecko’, igualmente apontado pelo setor de segurança pública como uma das principais lideranças milicianas foragidas.
Além de Luís Antônio, foram denunciados Clayton da Silva Novaes, Fabiana Castilho Alves Duque, Sidnei Coutinho Perrut, Carla dos Santos Alves da Silva, Márcio Jacob Hessel e Jenilson Simões Gonçalves.
A denúncia foi recebida e as prisões decretadas pelo juízo da 42ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
Assuntos
continue lendo
Política
Entenda a polêmica da candidatura de Garotinho que abre caminho para eleger Ruas no RJ
TSE revogou na sexta-feira (2) uma liminar que beneficiava Garotinho, e determinou que os votos seriam considerados nulos na eleição que aconteceu domingo (4)
- Polícia de SP investiga mortes em série, mas descarta ação de ‘serial killer’ Estadão Conteúdo · há 59 minutos
- ‘Que mulherão’: quem é o pastor condenado por dizer que beijou a filha criança Fernando Keller · há 3 horas
- Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em SP volta a ser preso Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Justiça de MG condena pastor e Igreja da Lagoinha por falas sobre beijar filha Fernando Keller · há 6 horas