Problemas no saque marcam primeiro dia de liberação do PIS; Caixa relata ‘normalidade’
No primeiro dia de liberação dos saques do PIS, que começou nesta quinta-feira (25), dezenas de pessoas relataram não terem conseguido sacar o valor devido a “problemas no sistema”.
A Jovem Pan entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, durante a tarde. A resposta veio à noite, via assessoria de imprensa. “A Caixa informa que hoje (25), pela manhã, o sistema de pagamentos apresentou intermitências. Esclarecemos que à tarde o sistema já estava operando com normalidade.”
No entanto, de acordo com relatos de vários trabalhadores, o sistema ficou fora do ar desde a abertura de algumas agências, às 10h. Segundo o calendário, teriam direito ao saque do valor as pessoas nascidas no mês de julho.
Confira algumas das reclamações:
https://twitter.com/wadosantos1/status/1154433510503002114?s=20
Trabalhadores do país inteiro reclamando que não conseguiram sacar o PIS e até agora um total de zero esclarecimentos da @Caixa.
— adrinao (@adrinoumaporra) July 25, 2019
Por esses e outras que eu digo, banco de vdd é o @Bancointer. Outro nível de atenção ao cliente.
https://twitter.com/Alissonferm/status/1154449992809160705?s=20
@Caixa Absurdo, vocês possuem quase um ano para planejar o pagamento do PIS e quando chega a data do calendário acontece isso de "sistema fora do ar"? #PisPasep
— Thais (@thaisxolliveira) July 25, 2019
https://twitter.com/neeison/status/1154417222699421696?s=20
Os trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro receberão o abono do PIS ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2020. Recebem também este ano os servidores públicos cadastrados no Pasep com dígito final do número de inscrição entre 0 e 4. Os com final entre 5 e 9 receberão no próximo ano.
O PIS é destinado aos funcionários de empresas privadas regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Já o PASEP é destinado aos servidores públicos, regidos pelo Regime jurídico estatutário, e aos empregados públicos.
O valor varia conforme a quantidade de meses trabalhados formalmente. Quem trabalhou um mês com carteira assinada ganha 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou um ano completo, recebe o salário mínimo integral, hoje R$ 998. No caso de falecimento do participante, basta o herdeiro apresentar na agência mais próxima do Banco do Brasil os documentos que comprovem o óbito e a condição de beneficiário legal.