Vale discorda do pedido de indiciamento de executivos em CPI de Brumadinho
A Vale emitiu uma nota, nesta quinta-feira (12), em que discorda da sugestão de indiciamento de funcionários e executivos da companhia pelo rompimento de uma barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, em janeiro. A sugestão foi feita pela CPI de Brumadinho, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A CPI durou cerca de seis meses, e o relatório tem aproximadamente 340 páginas.O pedido de indiciamento será enviado ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), que, por sua vez, decide se encaminha a solicitação à Justiça. Até o momento foram confirmados 249 mortos no rompimento da barragem. Outras 21 pessoas estão desaparecidas.
“A Vale considera fundamental que haja uma conclusão pericial, técnica e científica sobre as causas do rompimento da barragem B1 antes que sejam apontadas responsabilidades. A Vale e seus empregados permanecerão colaborando ativamente com todas as autoridades competentes e com órgãos que apuram as circunstâncias do rompimento”, diz a empresa em nota
O advogado Augusto Arruda Botelho, que defende os funcionários da Tüv Süd, classificou o relatório final da CPI como “precipitado e equivocado”. “Foi desprezada uma série de depoimentos e provas colhidas ao longo das investigações”.
As penas para os crimes identificados no relatório da CPI, se houver condenação, são: homicídio doloso, de 12 a 30 anos de prisão por cada. Falsidade ideológica, prisão de um a cinco anos Dano simples e qualificado, seis meses a três anos de prisão. Lesão corporal, um a cinco anos de prisão. Para os crimes atribuídos à Vale, existe a possibilidade de pagamento de multa e recuperação da área destruída.
*Com Estadão Conteúdo