Witzel diz que ‘falta liderança’ do governo para aprovação de reformas
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), indicou nesta segunda-feira (9) que o presidente Jair Bolsonaro falha ao liderar sua base no Congresso Nacional para agilizar as reformas estruturais necessárias. Segundo ele, há lentidão no andamento da reforma da Previdência, o que seria resultado de uma falta de liderança.
Questionado sobre quem deveria assumir, se limitou a dizer: “No meu Estado quem faz isso é o governador.” De acordo com ele, o chefe do Executivo precisa ter o controle de suas bases para direcionar o Congresso na aprovação de pautas que interessem.
“Para governar é preciso liderar também o Congresso Nacional. Por um acaso os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, estão fazendo esse trabalho, mas o governo precisa ter uma articulação melhor”, disse Witzel.
Cessão onerosa
O governador do Rio afirmou também que, com os recursos do leilão da cessão onerosa, o governo do Estado terá condições de fechar o ano no azul. Em 2020, no entanto, sem essa receita extraordinária, o Estado voltaria a ter um déficit, de cerca de R$ 10 bilhões.
Segundo Witzel, mesmo sem a cessão onerosa, o governo do Rio teria condições de entregar 2019 “no zero a zero”, sem déficit, mas sem um superávit das contas.
O Estado terá direito a R$ 2,5 bilhões do total arrecadado pela União no leilão dos poços de petróleo destravados pelo acordo da cessão onerosa com a Petrobras.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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Bruno Pinheiro
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