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Beatriz Manfredini

Free flow, Sabesp e obras: campanhas em SP já mapeiam temas sensíveis

Enquanto gestão Tarcísio trabalha com Pablo Nobel, PT mantém tratativas com Otávio Antunes

Beatriz Manfredini

Tarcísio de Freitas
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, crítica a gestão do governo federal e defende a união da direita, durante a 1ª edição do UBS Wealth Management Latam Summit Paulo Guereta / Governo do Estado de SP

Campanhas da direita e da esquerda têm monitorado pontos considerados sensíveis na disputa pelo governo de São Paulo. A avaliação é que alguns temas como o sistema de pedagio Free Flow e a privatização da Sabesp podem ganhar holofotes ao longo do processo eleitoral e influenciar o debate entre os candidatos.

Do lado do PT, que ainda não tem candidato definido, mas já trabalha em tratativas com o marqueteiro Otávio Antunes, esses assuntos já vem sendo utilizados de forma recorrente. Vereadores e deputados tem utilizado imagens do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ligadas a maiores cobranças de pedagio, conta de água e racionamento. Para a esquerda, o Free Flow, por exemplo, conversa com a ideia de aumento do custo para circular nas estradas.

Na avaliação do Palácio dos Bandeirantes, no entanto, a utilização precoce desses recursos pode “cansar”, fazendo com que os pontos percam força durante a campanha eleitoral. Os assuntos são vistos, no entanto, como temas com potencial de desgaste e mobilização, a depender da forma como forem explorados. A Sabesp seria o tema mais delicado – e respostas já tem sido pensadas pelo marqueteiro, Pablo Nobel.

Outro eixo observado pelas equipes é a narrativa em torno da gestão do atual chefe do Executivo paulista. A leitura é que adversários devem insistir no argumento de que ele se apresenta como um “governador de obras prontas”, iniciadas por gestões anteriores, e que não teria realizado entregas próprias até o momento. Já o Palácio dos Bandeirantes deve apostar justamente na inversão disso: o da imagem do governador que “fez o impossível”, slogan que já vem sendo utilizado desde o ano passado. O entendimento é que Tarcísio conseguiu destravar obras paradas há anos.

Caso o candidato da esquerda seja mesmo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad – que segue sendo o favorito, como mostrou a coluna – a tendência é que o debate fique mais nacionalizado. Temas econômicos devem entrar em pauta, além de problemas da capital paulista não resolvidos por Haddad quando era prefeito, como a Cracolândia – Tarcísio deve apostar no fim do fluxo como algo “impossível” que foi feito.