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Beatriz Manfredini

Tarcísio sanciona hoje programa comparado ao Bolsa Família que promete ser marca social do governador

SuperAção reúne políticas públicas de nove secretarias e projeta, na primeira etapa, atender 105 mil famílias em situação de extrema pobreza; ações voltadas para a área social visam mostrá-lo como 'melhor opção para 2026'

Beatriz Manfredini

Tarcísio de Freitas no lançamento do Programa SuperAção
54533439233_3b564d0183_k Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai sancionar, nesta terça-feira (8), em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o programa SuperAção. A iniciativa reúne políticas públicas de nove secretarias para o atendimento a famílias vulneráveis e promete, na primeira etapa, atender 105 mil famílias em situação de extrema pobreza no Estado.

O projeto, que tramitou em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a pedido do governador, foi aprovado no fim de junho. Internamente, os deputados estaduais da base se articularam pela aprovação antes do recesso. Isso porque o programa é entendido como “carro-chefe” da gestão.

O objetivo é conseguir uma marca social para o primeiro mandato de Tarcísio até a eleição de 2026, quando ele disputará a reeleição ou a Presidência da República. Segundo aliados, até o momento, projetos como a mudança do centro administrativo e a privatização da Sabesp têm sido bem vistos, mas ações voltadas para a área social e humanitárias, normalmente vinculadas a partidos e autoridades ligadas ao campo da esquerda, eram necessárias para “concretizar” Tarcísio “como a melhor opção no ano que vem”.

Entre a oposição e até mesmo aliados, nos corredores, o programa ganhou o apelido de “Bolsa Família” de Tarcísio. Durante lançamento do programa, em maio, no Palácio dos Bandeirantes, sem citar o Bolsa Família diretamente, Tarcísio fez alusão às críticas da direita ao programa de transferência de renda, como a dificuldade na inserção no mercado de trabalho, e prometeu meios de superar a pobreza.

“O mais importante é a fé, a crença de que é possível superar a pobreza. Com os incentivos corretos, eu acredito que essas pessoas vão conseguir se emancipar”, disse, na data, completando, em conversa com jornalistas: “Não acredito que haja um esgotamento [do Bolsa Família]. Entendo que esses programas de transferência de renda são importantes, mas não suficientes. O que a gente quer no final das contas é que haja prosperidade e emancipação.”

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O público-alvo do programa são as famílias que moram no estado de São Paulo e estão em situação de vulnerabilidade social. Elas devem atender critérios como estarem inscritas no CadÚnico e ter renda familiar per capita, excluindo rendimentos de auxílios sociais, abaixo de meio salário-mínimo (R$ 759) nacional.

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