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Bruno Pinheiro

Forças Armadas se abstêm de debater anistia no Congresso

Militares que assessoram os comandante têm, de forma reservada, transmitido a diretriz de não discutir a pauta nem solicitar apoio para a aprovação da matéria

Bruno Pinheiro

Lula cumprimenta os comandantes das Forças Armadas no desfile de 7 de Setembro
DESFILE 7 DE SETEMBRO EM BRASILIA Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Em meio à discussão sobre o projeto de anistia e à aprovação da urgência na quarta-feira (18), as articulações para definir um relator e propor modificações no texto, que ainda está em fase de construção, têm se intensificado. Apesar de haver militares já condenados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes relacionados ao dia 8 de Janeiro, as Forças Armadas têm se mantido afastadas de qualquer debate sobre anistia.

No Congresso, a Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos, uma unidade que opera em diversos ministérios do governo brasileiro, tem evitado se pronunciar sobre o tema, atuando como intermediária entre o ministério e o Legislativo, acompanhando a legislação e as demandas parlamentares. Militares que assessoram os comandantes das Forças Armadas têm, de forma reservada, transmitido a diretriz de não discutir a pauta e de não solicitar apoio para a aprovação da matéria.

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Esse distanciamento ocorre em um momento de reaproximação das Forças Armadas com o governo federal, após os eventos que prepararam um suposto plano de golpe. Os representantes das Forças Armadas, encarregados de articular orçamentos e aprovações de pautas de interesse militar, têm encontrado dificuldades para debater os temas enviados pelo Palácio do Planalto. Fontes próximas à coluna revelam que a orientação é não se opor às propostas do Executivo. De acordo com militares ligados ao alto comando, o foco atual é restabelecer a confiança nas Forças Armadas do Brasil.

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